8. Malware, programas de proteção, phishing e pharming
1. Primeiro, enxergue a cadeia do ataque
Quando uma questão descreve um incidente, ela pode misturar como o ataque entrou, que código foi executado, o que esse código fez e qual defesa poderia reduzir o risco. Se você der o mesmo nome a todas essas etapas, começará a confundir vírus, worm, trojan, phishing e até firewall.
Use este modelo mental:
fraqueza → caminho de entrada → exploração → execução → efeito → defesa/resposta
Agora associe os termos técnicos às etapas:
| Termo | Ideia central |
|---|---|
| ameaça | algo capaz de causar dano |
| vulnerabilidade | fraqueza que pode ser explorada |
| vetor de ataque | caminho usado para alcançar o alvo |
| exploit | técnica ou código que aproveita uma vulnerabilidade |
| malware | software ou código destinado a ação não autorizada ou danosa |
| payload | ação ou carga executada após a ativação |
| persistência | mecanismo que mantém o acesso ou a execução |
Exemplo hipotético: uma mensagem falsa leva a vítima a instalar um programa disfarçado que rouba senhas. A mensagem é o vetor de engenharia social; o programa disfarçado pode ser um trojan; o furto de credenciais é o efeito malicioso.
A mesma ocorrência, portanto, pode receber mais de uma classificação, porque cada termo descreve um aspecto diferente.
1.1 Vulnerabilidade, exploit e zero-day não são malware por definição
Uma vulnerabilidade é a fraqueza. O exploit é o meio de aproveitar essa fraqueza. Um ataque zero-day explora uma vulnerabilidade ainda desconhecida ou sem correção disponível no contexto considerado.
Isso não cria uma nova família de malware. Um worm ou outro código malicioso pode explorar uma vulnerabilidade zero-day.
2. O que distingue os principais tipos de malware
Em prova, procure o comportamento predominante. Os nomes abaixo não competem necessariamente entre si: um mesmo código pode, por exemplo, ser um worm na propagação e instalar um backdoor para manter o acesso.
2.1 Vírus: precisa de hospedeiro
Vírus associa-se a um hospedeiro, como arquivo, documento ou estrutura de inicialização. Em regra, a infecção de outros objetos depende da execução ou ativação desse hospedeiro.
Algumas classificações clássicas:
| Tipo | Traço distintivo |
|---|---|
| vírus de arquivo | associa-se a programa ou executável |
| vírus de boot | atinge estruturas relacionadas à inicialização |
| vírus de macro | usa recursos de automação de documentos |
| multipartite | atinge mais de um tipo de alvo, como arquivos e boot |
| polimórfico | altera sua representação para dificultar assinaturas |
| metamórfico | reescreve o próprio código preservando o comportamento |
| stealth | tenta ocultar sinais da infecção |
Polimorfismo e metamorfismo podem dificultar a detecção por padrões estáticos, mas não tornam o código automaticamente indetectável.
2.2 Worm: propaga-se de forma autônoma
Worm é código autônomo que procura espalhar cópias de si, frequentemente por rede, sem precisar anexar-se a outro arquivo para existir.
| Vírus | Worm |
|---|---|
| depende de hospedeiro | é autônomo |
| infecta outros objetos | espalha cópias de si |
| costuma depender da ativação do hospedeiro | pode explorar automaticamente outros alvos |
A frase de prova “propaga-se sozinho pela rede” aponta fortemente para worm, não para vírus.
2.3 Trojan: o ponto é o disfarce
Trojan, ou cavalo de Troia, apresenta-se como legítimo ou desejável para induzir instalação ou execução. Seu traço central é o disfarce, e não a autorreplicação.
Um aplicativo falso pode, depois de instalado, baixar outros componentes, espionar o usuário ou abrir acesso remoto.
2.4 Spyware e captura de informações
Spyware monitora atividades e coleta informações. Dentro dessa ideia aparecem funções mais específicas:
- keylogger: registra teclas;
- screenlogger: registra tela, regiões ou cliques;
- infostealer: coleta credenciais, cookies, tokens e outros dados úteis ao atacante.
Nem todo spyware precisa registrar teclas. Um infostealer, por exemplo, pode obter um token de sessão e permitir acesso sem conhecer a senha digitada.
2.5 Ransomware: indisponibilidade e extorsão
Ransomware busca tornar dados ou sistemas indisponíveis e exigir pagamento.
| Variante | Efeito predominante |
|---|---|
| locker | bloqueia o acesso ao dispositivo ou à interface |
| crypto-ransomware | cifra arquivos ou volumes |
| dupla extorsão | combina indisponibilidade com ameaça de divulgação de dados |
Pagamento não garante recuperação integral nem impede nova extorsão.
2.6 Backdoor, rootkit, bot e botnet
- backdoor: meio oculto de contornar o acesso normal e retornar ao sistema;
- rootkit: conjunto de técnicas ou componentes voltados a ocultar presença, alterações ou acesso privilegiado;
- bot ou zumbi: dispositivo controlado remotamente pelo atacante;
- botnet: conjunto de dispositivos comprometidos sob controle coordenado.
Um worm pode instalar um backdoor; um trojan pode transformar o equipamento em bot. O primeiro nome descreve a propagação ou o disfarce; o segundo descreve o efeito posterior.
2.7 Outros termos frequentes
| Termo | O que reconhecer |
|---|---|
| scareware | falso alerta de segurança usado para assustar e induzir ação |
| hoax | boato ou alerta falso; pode existir sem instalar código |
| bomba lógica | ação disparada quando uma condição é satisfeita |
| wiper | código voltado a destruir ou tornar dados/sistemas inutilizáveis |
Não confunda wiper com ransomware: ambos podem causar indisponibilidade, mas o ransomware tem a extorsão como elemento característico.
2.8 Outros nomes que aparecem em questões
Adware exibe anúncios e pode coletar dados sobre navegação; sua classificação depende do comportamento e da autorização. Stalkerware é usado para vigiar uma pessoa ou dispositivo de modo invasivo. RAT (remote access trojan) é programa disfarçado que permite controle remoto malicioso; suporte remoto legítimo, usado com autorização, não vira RAT por definição. Um ataque chamado fileless ou living off the land pode abusar de scripts, memória e ferramentas já instaladas para executar ações maliciosas. Não significa ausência absoluta de arquivos ou rastros.
Esses nomes respondem a perguntas diferentes: adware e stalkerware sugerem finalidade, RAT combina disfarce e controle, e fileless descreve uma forma de execução. Na análise do cenário, pergunte sempre o que ocorreu e em qual etapa.
3. Como o malware chega ao equipamento
Os vetores mudam, mas alguns padrões se repetem:
- anexo ou link em mensagem;
- download disfarçado;
- programa adulterado;
- documento com macro ou conteúdo ativo;
- serviço exposto e vulnerável;
- mídia removível;
- credencial comprometida;
- atualização ou cadeia de suprimentos comprometida.
Dois componentes ajudam a entender cadeias de instalação:
| Componente | Função típica |
|---|---|
| dropper | libera ou instala outra carga já presente no pacote |
| downloader | busca componentes adicionais pela rede |
Eles não precisam ser a carga final. Um downloader pode obter ransomware; um dropper pode instalar spyware.
3.1 Macro: recurso legítimo que pode ser abusado
Uma macro de documento é um recurso de automação. Quando maliciosa, pode executar comandos, baixar componentes ou alterar configurações.
Assim, o documento pode ser o vetor, enquanto o componente instalado recebe outra classificação de malware.
4. Programas de proteção: não trate tudo como “antivírus”
O edital separa antivírus, firewall e anti-spyware porque eles atuam em problemas diferentes.
4.1 Antivírus e antimalware
Antivírus moderno costuma funcionar como solução antimalware, isto é, busca detectar várias famílias de código malicioso, não apenas vírus clássicos.
Métodos comuns de detecção:
| Método | Como funciona | Limite importante |
|---|---|---|
| assinatura | compara padrões conhecidos | depende de amostras e atualização |
| heurística | procura estruturas ou indícios suspeitos | pode gerar falso positivo |
| comportamento | observa ações executadas | pode reagir somente depois de alguma atividade |
| reputação | considera origem, histórico ou prevalência | depende de contexto e informações disponíveis |
Falso positivo é o item legítimo classificado como ameaça. Falso negativo é a ameaça que não foi detectada.
4.2 Anti-spyware
Anti-spyware é software voltado à detecção e remoção de spyware e comportamentos relacionados a monitoramento indevido. Em produtos atuais, essa função pode aparecer integrada à suíte antimalware.
A prova pode usar o nome específico “anti-spyware” para destacar o foco em programas espiões; isso não significa que toda solução moderna precise ser um aplicativo separado.
4.3 Quarentena não é exclusão
Quando o antimalware coloca um objeto em quarentena, ele o isola para impedir uso normal. Isso não equivale, por si só, a:
- excluir definitivamente o arquivo;
- provar sem dúvida que o item era malicioso;
- corrigir outras alterações que já tenham ocorrido no sistema.
4.4 Ambiente de análise não é quarentena
Uma sandbox é ambiente restrito no qual se pode observar a execução de uma amostra suspeita. Análise estática examina sem executá-la; análise dinâmica observa ações durante a execução controlada. Um código pode atrasar seu comportamento, exigir interação ou detectar o ambiente de análise. Por isso, quarentena (isolamento do objeto) e sandbox (observação sob restrições) têm finalidades diferentes; nenhum resultado único prova ausência de ameaça. Não execute uma amostra suspeita no computador de trabalho para “ver o que acontece”.
4.5 Firewall controla tráfego
Firewall aplica regras ao tráfego de rede. Pode proteger um equipamento individual ou atuar na fronteira entre redes.
| Tipo | Alcance típico |
|---|---|
| firewall de host | protege o próprio equipamento |
| firewall de rede | protege segmentos ou fronteiras de rede |
Uma distinção útil é:
- filtro sem estado: avalia cada pacote com base em campos e regras;
- firewall com estado: acompanha o estado das conexões e consegue distinguir, por exemplo, tráfego de retorno de uma nova conexão iniciada do exterior.
Firewall não remove malware do disco, não corrige vulnerabilidades e não transforma tráfego permitido em tráfego benigno. Ele é uma camada de defesa, não substituto de antimalware, atualização e backup. Um proxy ou firewall de aplicação pode examinar elementos da aplicação conforme seu desenho e configuração; isso acrescenta contexto, mas não significa inspeção completa de conteúdo cifrado nem proteção perfeita.
5. Phishing: o atacante induz a vítima
Phishing usa comunicação enganosa para induzir uma ação. O atacante pode tentar fazer a vítima:
- informar credenciais;
- clicar em link;
- abrir anexo;
- instalar programa;
- realizar pagamento;
- revelar informação sensível.
O phishing pode existir sem malware. Se a vítima apenas entrega a senha em uma página falsa, já houve phishing mesmo que nenhum programa tenha sido instalado.
5.1 Variantes por alvo ou canal
| Técnica | O que muda |
|---|---|
| spear phishing | mensagem direcionada a alvo pesquisado |
| whaling | mira dirigente ou pessoa de alta relevância |
| smishing | usa SMS ou mensageria |
| vishing | usa voz ou chamada telefônica |
| quishing | usa QR code para levar ao destino malicioso |
Os nomes ajudam, mas a lógica é a mesma: existe indução por comunicação.
5.2 Sinais de alerta não são provas isoladas
Desconfie de:
- urgência ou ameaça;
- pedido inesperado de senha ou código;
- anexo fora de contexto;
- domínio parecido com o legítimo;
- pedido para mudar dados de pagamento;
- mensagem que exige segredo ou quebra do procedimento habitual.
Porém, mensagem bem escrita não é sinônimo de legitimidade. Uma conta real também pode ser comprometida.
6. Ler o endereço web evita uma pegadinha clássica
Considere o exemplo hipotético:
https://login.gov.br.exemplo.com/validar
O host é login.gov.br.exemplo.com, mas o domínio relevante pertence a exemplo.com. As palavras login e gov.br aparecem como subdomínios e não mudam quem controla o domínio principal desse exemplo.
Ao verificar um link:
- leia o host completo;
- procure letras trocadas, caracteres parecidos e hífens suspeitos;
- não confie apenas no texto visível do link;
- prefira abrir o serviço por endereço conhecido ou favorito confiável;
- confirme pedidos sensíveis por canal independente.
HTTPS protege a comunicação com o domínio acessado, mas não demonstra que esse domínio pertence à organização que você esperava visitar. Um site fraudulento também pode usar HTTPS.
6.1 Fraude em e-mail pode usar uma conta verdadeira
No comprometimento de e-mail empresarial (BEC), o atacante pode usar uma conversa ou conta real para pedir mudança de conta bancária. Não é necessário haver anexo, link ou malware; confirme pedidos sensíveis por outro canal institucional, obtido independentemente da mensagem suspeita.
Autenticação multifator (MFA) acrescenta uma prova de identidade, mas aprovações repetidas inesperadas podem tentar produzir fadiga de MFA. Negue e comunique solicitações que você não iniciou. No consent phishing, o usuário entra por página de login verdadeira, mas concede a um aplicativo malicioso permissões de acesso aos dados. Examine aplicativo, editor e permissões solicitadas; trocar apenas a senha pode não revogar sessões, tokens ou consentimentos já concedidos.
6.2 SPF, DKIM e DMARC: autenticar domínio não valida a intenção
Três mecanismos ajudam a reduzir falsificação de e-mail:
| Mecanismo | Verificação central | Limite |
|---|---|---|
| SPF | confere se o servidor remetente está autorizado pelo domínio usado no envelope de correio | não valida sozinho o nome visível nem o conteúdo humano |
| DKIM | usa assinatura criptográfica vinculada a domínio sobre partes da mensagem | não cifra a mensagem nem prova que o conteúdo é benigno |
| DMARC | verifica alinhamento com o domínio apresentado ao usuário, aproveita SPF e/ou DKIM, e publica política e relatórios | não impede mensagem fraudulenta enviada por conta legítima comprometida |
No DMARC, p=none monitora sem pedir rejeição ou quarentena por essa política; p=quarantine pede tratamento como suspeita; p=reject pede rejeição. A implementação depende do destinatário e do contexto, portanto quarentena não garante uma pasta específica. A FGV já cobrou essa distinção. Se o e-mail pede mudança de pagamento, passar nesses mecanismos ainda não dispensa confirmação independente: eles dizem respeito à autenticação de domínio, não à legitimidade do pedido.
7. Pharming: o destino é desviado tecnicamente
Pharming envolve o redirecionamento da navegação para um site fraudulento. A vítima pode digitar o endereço esperado e, mesmo assim, ser levada a outro destino.
Isso pode ocorrer, por exemplo, por manipulação do DNS, alteração do arquivo hosts, comprometimento de roteador ou código malicioso no equipamento.
A distinção central é:
| Phishing | Pharming |
|---|---|
| induz a vítima por comunicação enganosa | redireciona tecnicamente a navegação |
| costuma usar mensagem, link, ligação ou QR code | pode atuar mesmo quando o endereço esperado é digitado |
| depende do engano que leva à ação | depende de desvio na resolução ou no caminho para o destino |
A Cartilha do CERT.br trata pharming como um tipo específico de phishing baseado em redirecionamento por alterações ligadas ao DNS. Em prova, o melhor critério é reconhecer o mecanismo descrito.
8. Defesa em camadas: cada controle resolve uma parte
Nenhum mecanismo isolado encerra o problema.
| Risco | Controle que ajuda | O que ele não garante |
|---|---|---|
| malware conhecido | antimalware atualizado | detecção perfeita |
| spyware | anti-spyware/antimalware | impedir toda coleta de dados |
| tráfego indevido | firewall | remover código já instalado |
| vulnerabilidade conhecida | atualização/correção | impedir fraude humana |
| phishing | filtro, treinamento e verificação | eliminar toda mensagem falsa |
| perda de dados | backup | impedir infecção |
Pense sempre em camadas complementares: atualização, antimalware, firewall, backup, controle de acesso e comportamento cuidadoso do usuário.
9. O que fazer diante de um incidente
Em ambiente institucional, a resposta deve seguir o procedimento da organização. Como regra de raciocínio:
registrar → comunicar → conter → preservar → analisar → recuperar
Alguns cuidados gerais:
- comunique o incidente pelo canal previsto;
- preserve mensagens, horários e outros registros relevantes;
- não execute novamente arquivo suspeito para “testar”;
- não apague evidências por conta própria;
- isole o equipamento quando isso fizer parte da orientação de resposta;
- restaure dados somente a partir de fonte confiável e em ambiente validado.
Isolar não é remover. Retirar um equipamento da rede pode reduzir comunicação e propagação, mas não apaga o malware nem restaura automaticamente a confiança no sistema.
10. Casos para integrar os conceitos
Caso 1 — mensagem falsa e programa disfarçado
Uma mensagem falsa induz o usuário a instalar um suposto visualizador de documentos. O programa registra teclas.
- phishing: técnica de indução;
- trojan: disfarce do programa;
- keylogger: função de captura.
Não há conflito: cada nome descreve uma etapa diferente.
Caso 2 — propagação automática
Um código explora computadores vulneráveis na rede e envia cópias de si para novos alvos.
O traço predominante é de worm, porque há autonomia e propagação.
Caso 3 — endereço correto, destino falso
Vários usuários digitam o endereço legítimo, mas chegam a página fraudulenta após alteração indevida do DNS.
O mecanismo predominante é pharming.
Caso 4 — arquivo isolado
O antimalware detecta um arquivo e impede seu uso normal, mantendo-o separado para análise posterior.
Isso é quarentena, não exclusão definitiva.
Caso 5 — firewall ativo, infecção presente
Um computador já comprometido contém spyware, embora tenha firewall ativo.
Não há contradição: firewall controla tráfego conforme regras; ele não substitui a detecção e remoção de malware.
11. Pegadinhas que valem memorização
- ameaça ≠ vulnerabilidade;
- vulnerabilidade ≠ exploit;
- exploit ≠ malware necessariamente;
- zero-day ≠ família de malware;
- vírus depende de hospedeiro; worm é autônomo;
- trojan = disfarce; worm = propagação;
- spyware ≠ apenas keylogger;
- ransomware ≠ qualquer destruição de dados;
- backdoor ≠ vírus obrigatoriamente;
- hoax pode existir sem código malicioso;
- quarentena ≠ exclusão;
- falso positivo ≠ falso negativo;
- firewall ≠ antimalware;
- HTTPS ≠ site legítimo;
- phishing pode ocorrer sem malware;
- phishing induz; pharming redireciona;
- backup ajuda a recuperar; não impede infecção;
- isolamento ≠ erradicação.
12. Método rápido para resolver questões
- Separe as etapas. Há fraqueza, caminho de entrada, exploração, execução e efeito?
- Procure o comportamento distintivo. Hospedeiro sugere vírus; propagação autônoma, worm; disfarce, trojan; espionagem, spyware; extorsão, ransomware.
- Identifique o controle. Antimalware examina código e comportamento; anti-spyware foca espionagem; firewall controla tráfego.
- Na engenharia social, pergunte se houve indução. Se sim, pense em phishing e suas variantes.
- No pharming, procure desvio técnico do destino, especialmente por alteração ligada ao DNS.
- Desconfie de absolutos. Palavras como “garante”, “sempre”, “impossível” e “remove automaticamente” costumam transformar uma proteção parcial em promessa falsa.
Referências
-
CEBRASPE. Edital nº 1 — PCMA Investigador 2026. Item 20.2.2 de Informática, 8.2 (malware e famílias) e 8.3 (antivírus, firewall e anti-spyware). Ato de 13 jul. 2026; recorte do vínculo
pc-u029, ordem local 29. O conteúdo compartilhado também traz phishing/pharming do TCE, sem convertê-los em subitens expressos do edital PC-MA. Conferido em 24 set. 2026. -
CEBRASPE. Edital nº 1 do concurso TCE-MA 2026. Cargo 1, conhecimentos gerais em 14.2.3, item 3.1; ato de 6 jul. 2026, com publicação informada pelo Tribunal em 7 jul. 2026; acesso registrado em 27 jul. 2026.
-
CERT.br. Cartilha de Segurança para Internet e fascículo Códigos Maliciosos. Malware, fraudes, códigos QR, antimalware e resposta; acesso inicial em 27 jul. 2026, fascículo consultado em 23 set. 2026.
-
CERT.br. Tipos de phishing — apresentação institucional, p. 4. Pharming como tipo de phishing com redirecionamento por DNS; consultado em 23 set. 2026.
-
NIST. Virus e Worm. Hospedeiro e propagação autônoma; consultados em 23 set. 2026.
-
NIST. Malware. Definição de código malicioso; acesso em 27 jul. 2026.
-
NIST. Software Vulnerability. Vulnerabilidade e exploração; acesso em 27 jul. 2026.
-
NIST. Zero Day Attack. Ataque zero-day; acesso em 27 jul. 2026.
-
NIST. Sandbox. Ambiente restrito de execução; acesso em 27 jul. 2026.
-
NIST. Stateful Inspection. Acompanhamento do estado das conexões; acesso em 27 jul. 2026.
-
NIST. Guidelines on Firewalls and Firewall Policy. Tipos e políticas de firewall; acesso em 27 jul. 2026.
-
INTERNET ENGINEERING TASK FORCE. RFC 7208 — Sender Policy Framework, RFC 6376 — DKIM Signatures e RFC 7489 — DMARC. Autorização de remetente, assinatura de domínio, alinhamento, políticas e relatórios; normas anteriores a 13 jul. 2026, reconsultadas em 24 set. 2026.
-
CISA. Require Multifactor Authentication. MFA e resistência a phishing; acesso em 27 jul. 2026.
-
CISA. StopRansomware Guide. Ransomware, prevenção e recuperação; acesso em 27 jul. 2026.
-
FBI. Business Email Compromise. BEC e confirmação independente; acesso em 27 jul. 2026.
-
FTC. Scammers hide harmful links in QR codes. QR phishing; acesso em 27 jul. 2026.
-
MICROSOFT. Protect against consent phishing. Aplicativos OAuth e consentimento malicioso; acesso em 27 jul. 2026.
-
Fundação Getulio Vargas. Prova TCE-PA — Auditor de Controle Externo — Informática — Analista de Segurança — Tipo 1. Questões 48, 66, 67, 76, 77, 80 e 93; aplicada em 11 ago. 2024; acesso em 27 jul. 2026.
-
Fundação Getulio Vargas. Gabarito definitivo TCE-PA — prova de 11/08/2024. Analista de Segurança — Tipo 1; acesso em 27 jul. 2026.
-
Fundação Getulio Vargas. Ministério Público de Goiás, Assistente Programador, 2022, Tipo 1: prova, questões 31 e 36 e gabarito definitivo. Atualizações e função de firewall pessoal.
-
Fundação Getulio Vargas. Município de São José dos Campos, Analista em Gestão Municipal — Administração, 2025, Tipo 1: prova, questão 30 e gabarito definitivo. Famílias de malware em cenário de prova.
-
Fundação Getulio Vargas. Assembleia Legislativa de Rondônia, Analista Legislativo — Infraestrutura de Redes e Comunicação, 2026, Tipo 1: prova, questão 72 e gabarito definitivo. Spyware e keylogger.
As provas anteriores e seus gabaritos definitivos foram cotejados novamente em 24 set. 2026. As onze questões locais de origin: previous_exam são adaptações temáticas em nova redação; os itens anteriormente preservados quase literalmente (MP-GO 31/36, São José dos Campos 30 e ALE-RO 72) foram reescritos na revisão 5 do conjunto, com revisão individual 2. Os gabaritos das fontes são TCE-PA 48 E, 66 D, 67 E, 76 C, 77 D, 80 E, 93 E; MP-GO 31 B e 36 D; São José dos Campos 30 E; ALE-RO 72 B. As alternativas locais foram refeitas, mantendo as respostas, sem afirmar identidade textual. O item 3.1 do edital especifica vírus, worms, pragas virtuais, antivírus, firewall, anti-spyware, phishing e pharming.