5. Noções de agentes térmicos em Medicina Legal

Efeitos médico-legais do calor e do frio: queimaduras, carbonização, geladuras, hipotermia, sinais de apoio e limites da interpretação pericial.

Noções de agentes térmicos — revisão rápida

Mapa

calor

  • local → queimadura;
  • sistêmico → hipertermia.

frio

  • local → geladura;
  • sistêmico → hipotermia.

Hoffmann — calor

  1. 1º grau: eritema, edema, dor; pele íntegra.
  2. 2º grau: flictenas/bolhas.
  3. 3º grau: necrose profunda de tecidos.
  4. 4º grau: carbonização, inclusive planos profundos/osso.

Profundidade ≠ extensão.

Incêndio

Posição de pugilista

Retração/flexão térmica.

Não prova luta nem vitalidade.

Artefatos térmicos

Podem ocorrer:

  • fissuras;
  • fraturas;
  • retração;
  • destruição de tecidos.

Não chamar automaticamente de trauma ante mortem.

Exposição à fumaça em vida

Achados de apoio:

  • fuligem em vias aéreas;
  • alterações respiratórias;
  • carboxiemoglobina compatível.

Nenhum deles, sozinho, define causa/maneira da morte.

Frio

Geladura

Lesão local.

Graus clássicos:

  1. palidez/rubefação;
  2. eritema + flictenas;
  3. necrose/crostas;
  4. gangrena/destruição profunda.

Hipotermia

Problema sistêmico.

Diagnóstico post mortem = conjunto:

  • cena/ambiente;
  • história;
  • achados;
  • exclusão de alternativas.

Wischnewski

Lesões gástricas escuras associadas à hipotermia.

Apoio ≠ sinal patognomônico.

Desnudamento paradoxal

Pode ocorrer.

Não é obrigatório nem exclusivo.

Pegadinhas

  • carbonização = vitalidade → não;
  • pugilista = defesa → não;
  • fissura térmica = trauma obrigatório → não;
  • fuligem = homicídio → não;
  • geladura = hipotermia → não;
  • Wischnewski fecha diagnóstico → não;
  • ausência de Wischnewski exclui hipotermia → não.

Regra final

calor/frio + local/sistêmico + cena + sinais de apoio + limites.