10. Parque industrial: indústrias de base e indústrias de transformação

Estrutura e principais indústrias de base e de transformação do Maranhão, com distinção entre extração, processamento e logística.

Parque industrial: indústrias de base e de transformação

Três perguntas, três classificações

PerguntaCritérioExemplo
O que a unidade faz?CNAE: seção A, produção agropecuária/florestal; B, extração; C, transformação; D, eletricidade e gás; F, construção; H, transportebauxita retirada = B; refinada em alumina = C; embarcada = H
Para que serve o produto?finalidade econômica: bem intermediário, de capital ou de consumoalumina e celulose podem alimentar outra produção; máquina é bem de capital
Qual papel exerce na cadeia?indústria de base fornece insumos fundamentais a outras indústriasrefino de alumina é transformação e pode ser chamado funcionalmente de base

“Indústria de base” não é seção própria da CNAE e não exclui transformação. Esta obtém produto novo por processo físico, químico ou biológico. Atenção: moagem, trituração e concentração de certos minérios associadas à lavra podem continuar na seção B; a palavra “beneficiamento” sozinha não resolve a classificação. Parque industrial reúne plantas e suas relações produtivas no estado; um distrito industrial é apenas uma área organizada para empresas, com estágio de implantação próprio.

Polos como mapa de cadeias

PoloSequência e ponto de viradaFator locacional decisivo
São Luís — Alumarbauxita extraída no Pará → recebimento em São Luís → alumina por refino → alumínio por redução eletrolítica (conversão com eletricidade)porto para insumos e produtos; redução eletrointensiva (demanda elevada de eletricidade)
Imperatriz — Suzanoeucalipto cultivado → madeira transportada → celulose → papel ou tissue; celulose de mercado também pode ser vendida a terceirosfloresta plantada, água, escala e escoamento
Açailândia — siderurgia/AVBminério que chega pelo Corredor Carajás → ferro-gusa (ferro primário de alto-forno) → aço e laminadosferrovia, insumos, energia e mercado

Alumar produz alumina e alumínio, não ferro-gusa ou aço inoxidável; seu terminal não é refinaria. Em Açailândia, carvão vegetal de eucalipto pode atuar como redutor (ajuda a remover oxigênio do minério) no alto-forno; isso não faz do gusa um produto extrativo vegetal. A extração de minério em outro estado não passa a ser maranhense porque a matéria-prima cruza a ferrovia ou é transformada aqui.

Há ainda processamento de alimentos e bebidas, gipsita → gesso, calcário → cimento, argila → cerâmica e madeira → móveis. Gado, grãos, gipsita e árvores são matérias-primas; abate, moagem industrial, fabricação de gesso e móveis são etapas transformadoras. Porto Franco e Balsas têm conexão agroindustrial, Grajaú tem cadeia gesseira e Timon reúne atividades diversas: polos não substituem um censo de fábricas em operação.

Não troque os números da cadeia

ExpressãoO que demonstra
anúncio, projeto, licença ou construçãoestágio do empreendimento; nenhum prova produção efetiva
capacidade instaladapotencial técnico da unidade em certo escopo, não volume realizado
produção efetivaresultado de período e produto determinados
movimentação portuária ou exportaçãocirculação, inclusive de produtos vindos de fora, não origem nem fabricação local
empregos, estabelecimentos e valordimensões diferentes do parque industrial

Encadeamento para trás são compras de matéria-prima, energia, máquinas e serviços; para a frente, usos posteriores de alumina, aço, celulose ou cimento. Grande carga embarcada não mede automaticamente fornecedores locais. Resolva pela sequência etapa → produto → território → medida → período.