Rios limítrofes, suas bacias e bacias genuinamente maranhenses
Primeiro: unidade e escala
Rio é o canal; bacia hidrográfica, a área drenada pelo rio e seus afluentes; sub-bacia, divisão interna; sistema hidrográfico, reunião de drenagens próximas sem um rio principal único. Divisores de águas separam escoamentos. O NuGeo/UEMA agrega 3 bacias federais + 7 estaduais + 2 sistemas estaduais: a contagem é da regionalização, não o número de rios maranhenses.
| Categoria | Localização e relação decisiva |
|---|---|
| Federais/limítrofes | Parnaíba: leste, limite Piauí; nasce na Chapada das Mangabeiras e forma delta atlântico, recebe o rio das Balsas; é a maior área maranhense das três. Gurupi: noroeste, limite Pará, rumo ao Atlântico. Tocantins: sudoeste, limite Tocantins em parte pelo Manuel Alves Grande e em parte pelo próprio Tocantins; “Tocantins-Araguaia” é nome da região hidrográfica nacional, e o Araguaia não constitui sozinho toda a divisa. |
| Sete estaduais | Mearim (maior bacia estadual agregada, recebe Pindaré e Grajaú, foz na baía de São Marcos); Itapecuru (Alpercatas, Peritoró e outros afluentes; foz na baía do Arraial); Munim (baía de São José, não afluente do Itapecuru); Turiaçu (baía homônima); Maracaçumé (noroeste atlântico); Preguiças (Barreirinhas); Periá (litoral oriental). |
| Dois sistemas estaduais | Litoral Ocidental, com Pericumã e drenagens de foz própria; Ilhas Maranhenses, com cursos locais como Anil, Bacanga, Paciência e Tibiri. |
Genuinamente maranhense é expressão didática para cursos cuja drenagem se forma no estado; Pindaré e Grajaú entram no Mearim na escala agregada, mas não deixam de ser rios. Bacia do Mearim e extensão do canal do Mearim são medidas distintas.
Regime e foz: a drenagem é predominantemente exorreica (escoa ao oceano) e pluvial (alimentada por chuvas), com direção geral interior → Atlântico; no sudoeste, parcela escoa para oeste. Grandes rios são predominantemente perenes (água ao longo do ano), sem excluir riachos intermitentes. Baixos cursos têm estuários e influência da maré; a pororoca é onda de maré que pode subir o baixo Mearim. Em prova, primeiro fixe limite e tipo de unidade; depois afluente, foz e escala cartográfica.