Equivalências, De Morgan e diagramas lógicos
Dois testes diferentes, a mesma disciplina: fórmulas são equivalentes se têm o mesmo valor em todas as atribuições; uma conclusão sobre classes é necessária se vale em todos os diagramas admitidos pelas premissas. Uma linha com valores distintos refuta equivalência; um diagrama compatível sem a conclusão refuta necessidade.
Troque a fórmula sem mudar a verdade
| Partida | Forma equivalente / negação procurada |
|---|---|
Condicional p → q | ¬p ∨ q e ¬q → ¬p (contrapositiva). |
Negação de p → q | p ∧ ¬q: exatamente o caso que torna a condicional falsa. |
Bicondicional p ↔ q | (p → q) ∧ (q → p) ou (p ∧ q) ∨ (¬p ∧ ¬q). |
Negação de p ↔ q | (p ∧ ¬q) ∨ (¬p ∧ q): valores diferentes. |
Dupla negação ¬¬p | p. |
A conversa q → p e a inversa ¬p → ¬q não equivalem em geral a p → q. Para refutá-las, procure uma atribuição divergente; para confirmar equivalência, compare todas as linhas ou verifique se a bicondicional entre as fórmulas é sempre verdadeira.
De Morgan atravessa o agrupamento: negue cada parcela e troque ∧ por ∨ ou ∨ por ∧.
| Negação | Equivalente |
|---|---|
¬(p ∧ q) | ¬p ∨ ¬q |
¬(p ∨ q) | ¬p ∧ ¬q |
Para três parcelas, aplique a mesma troca a todas; em expressão aninhada, avance de fora para dentro, preservando parênteses. “Nem p nem q” significa ¬p ∧ ¬q. Para simplificar, reconheça também idempotência (p ∧ p ≡ p), comutatividade/associatividade (trocar ordem/agrupamento sem trocar conectivo), distributividade (p ∧ (q ∨ r) ≡ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r), e a forma dual), complemento (p ∨ ¬p sempre verdadeiro; p ∧ ¬p sempre falso), identidade (p ∧ V ≡ p, p ∨ F ≡ p) e absorção (p ∨ (p ∧ q) ≡ p, p ∧ (p ∨ q) ≡ p). Não cancele símbolos por aparência.
Leia regiões antes de concluir
Nos diagramas, letras A, B representam classes. Hachura exclui objetos; X afirma existência; região em branco não decide se existe alguém. Um X sobre fronteira conserva a dúvida entre sub-regiões possíveis.
| Frase | Restrição / existência | Negação |
|---|---|---|
Todo A é B | A fora de B vazia (A ⊆ B). | Algum A não é B. |
Nenhum A é B | A ∩ B vazia. | Algum A é B. |
Algum A é B | X em A ∩ B. | Nenhum A é B. |
Algum A não é B | X em A fora de B. | Todo A é B. |
Universal restringe, sem criar X: “todo A é B” sozinho não garante que exista A. “Algum” e indivíduo identificado afirmam existência. Se o enunciado estabelecer outra convenção, siga-a. Com três classes, hachure primeiro as regiões vedadas; só depois situe os X. Se um X couber em duas sub-regiões, deixe-o na fronteira, sem escolher o lado que favorece a resposta.
| Premissas | Consequência segura / limite |
|---|---|
A ⊆ B, B ⊆ C | A ⊆ C; inclusão não se inverte. |
Algum A é C, A ⊆ B | Algum B é C; existência sobe para o conjunto maior. |
Algum B é C, A ⊆ B | Pode estar fora de A; existência não desce. |
A ⊆ B, nenhum B é C | Nenhum A é C. |
Algum A é B, nenhum B é C | Algum A não é C. |
Necessário: vale em todo diagrama compatível. Possível: cabe em algum. Incompatível: viola premissa. Um desenho favorável prova possibilidade, não necessidade.