Emprego de tempos e modos verbais
“A equipe analisou”, “a equipe analisava” e “a equipe tem analisado” podem apontar para o passado, mas não apresentam o processo da mesma maneira. Em prova, reconhecer o nome do tempo verbal é apenas o começo: o que costuma decidir o item é a relação entre quando o fato é situado, como ele é apresentado e qual atitude o enunciador assume diante dele.
Os exemplos desta unidade são hipotéticos. O foco é o item 4.2 do edital: emprego de tempos e modos verbais. Estrutura da classe verbal, formas nominais, vozes e impessoalidade foram ensinadas em U007 e aparecem aqui apenas quando ajudam a interpretar tempo, aspecto, modo ou reescrita.
1. Três perguntas antes de nomear o tempo
Compare:
A equipe encerrou a diligência.
A equipe encerrava a diligência quando recebeu a ligação.
A equipe encerrará a diligência amanhã.
Antes de decorar rótulos, faça três perguntas:
- Qual é o ponto de referência? Pode ser o momento da fala ou outro ponto criado pelo texto.
- Qual é a relação temporal? O processo é anterior, simultâneo ou posterior a esse ponto?
- Como o processo é apresentado? Como concluído, em curso, habitual, repetido, hipotético, desejado, ordenado?
Essa terceira pergunta introduz dois conceitos centrais. Aspecto é a maneira de apresentar o desenvolvimento interno do processo: concluído, em curso, habitual, repetido, iniciado etc. Modalidade é a atitude ou avaliação associada ao enunciado: certeza assumida, possibilidade, obrigação, desejo, hipótese, ordem, inferência e outros valores.
Por isso, tempo verbal não é relógio. Um presente pode falar de passado ou futuro; um futuro pode expressar inferência sobre o presente; um pretérito pode suavizar um pedido atual.
2. Indicativo: não é sinônimo de “verdade absoluta”
O modo indicativo normalmente apresenta o conteúdo como afirmado, assumido ou situado pelo enunciador. Isso não transforma a frase em fato objetivamente comprovado.
O relatório indica inconsistências.
A oração afirma o que o relatório indica. A correção gramatical não garante que a conclusão do relatório corresponda à realidade. Esse cuidado impede a regra falsa “indicativo = certeza absoluta”.
2.1 Presente: muito além do “agora”
O presente do indicativo pode receber valores diferentes conforme contexto e expressões temporais.
| Valor | Exemplo | Leitura |
|---|---|---|
| atual | A equipe analisa os autos agora. | simultaneidade aproximada à fala |
| habitual | A equipe revisa os registros toda sexta-feira. | repetição regular |
| geral | A água ferve em determinadas condições físicas. | regularidade apresentada como geral |
| histórico | Em 1822, o Brasil rompe o vínculo político com Portugal. | atualização narrativa de fato passado |
| futuro programado | A comissão se reúne amanhã às nove horas. | evento futuro apresentado como programado |
A expressão temporal é decisiva. Em “amanhã, a comissão se reúne”, a forma morfológica é presente, mas a localização cronológica é futura.
2.2 Pretérito perfeito × pretérito imperfeito
Compare:
A investigadora leu o relatório.
A investigadora lia o relatório quando o telefone tocou.
O pretérito perfeito tende a apresentar o evento como delimitado, visto como um todo. Essa leitura é chamada perfectiva: o processo é focalizado pelos seus limites no trecho relevante.
O pretérito imperfeito tende a apresentar situação em desenvolvimento, habitual, durativa ou de fundo. Essa leitura é imperfectiva: o processo é visto internamente, sem foco principal em seu limite final.
| Emprego do imperfeito | Exemplo |
|---|---|
| situação em curso | A equipe analisava os dados quando o sistema caiu. |
| hábito passado | O servidor conferia os registros toda manhã. |
| descrição de fundo | A sala estava vazia e a chuva caía. |
| simultaneidade passada | Enquanto um agente fotografava, outro anotava. |
| polidez | Eu queria solicitar uma informação. |
Na narrativa, essa oposição é produtiva: o imperfeito pode construir o cenário; o perfeito pode fazer a sequência avançar.
O agente caminhava pelo corredor quando ouviu um ruído e abriu a porta.
Levaria a frase ao passado de qualquer modo, mas trocar caminhava por caminhou mudaria a perspectiva: deixaria de destacar o processo em curso como fundo da ocorrência seguinte.
2.3 Imperfeito de cortesia e imperfeito coloquial em hipótese
Em “Eu queria pedir uma informação”, o imperfeito não precisa situar o desejo num passado encerrado. Ele cria distância e atenua o pedido. É um valor de polidez.
Também ocorre, na fala brasileira, o imperfeito em lugar do futuro do pretérito:
Eu viajava ainda este mês, se me liberassem do trabalho.
Na reescrita formal mais transparente, pode-se preferir “eu viajaria”. A prova pode cobrar precisamente essa diferença entre forma empregada e valor que ela assume.
2.4 Mais-que-perfeito: passado anterior a outro passado
Quando a equipe chegou, o perito já encerrara o exame.
Quando a equipe chegou, o perito já havia encerrado o exame.
As duas construções podem marcar anterioridade dentro do passado: primeiro o exame terminou; depois a equipe chegou. A forma simples em -ra é hoje mais frequente em registros escritos formais e literários; a forma composta com ter/haver + particípio é muito comum.
Não confunda encerrara com futuro do pretérito encerraria. O primeiro recua no passado; o segundo pode projetar fato posterior a um ponto passado ou exprimir hipótese.
3. Futuro: posterioridade é só um dos valores
3.1 Futuro do presente
O uso mais direto marca posterioridade:
A equipe retornará amanhã.
Mas a mesma forma pode apresentar inferência, estimativa, ordem ou previsão:
Ele terá cerca de quarenta anos.
O responsável não atende; terá esquecido o telefone.
Você entregará o relatório até sexta-feira.
No primeiro exemplo, terá funciona como estimativa; no segundo, como inferência sobre algo provavelmente já ocorrido; no terceiro, o futuro pode adquirir força de ordem. A forma não traz um valor único fora do contexto.
3.2 Futuro do pretérito
O futuro do pretérito também reúne usos diferentes.
Posterioridade relativa a um passado:
O diretor afirmou que voltaria na semana seguinte.
A volta é futura em relação ao ato passado de afirmar.
Resultado hipotético:
Com mais tempo, a equipe concluiria a revisão.
Polidez:
Poderia encaminhar o arquivo?
Gostaria de consultar o processo.
Distanciamento quanto à informação:
Segundo a notícia, o contrato teria sido alterado.
Aqui o enunciador atribui a informação a uma fonte ou a apresenta com reserva; não está simplesmente localizando um fato depois de outro fato passado.
4. Modo subjuntivo: dependência e enquadramento, não “mera dúvida”
O subjuntivo aparece quando a situação é apresentada em estruturas de desejo, expectativa, necessidade, avaliação, hipótese, condição, finalidade, concessão ou eventualidade. A escolha depende da construção inteira.
Compare:
Sei que o setor concluiu a análise.
Espero que o setor conclua a análise.
No primeiro caso, saber apresenta o conteúdo como assumido; o indicativo é natural. No segundo, esperar projeta o resultado como desejado ou esperado; o subjuntivo é natural.
4.1 Predicados e conectores que orientam a seleção
| Relação | Exemplo |
|---|---|
| conhecimento/constatação | Sei que há falhas. |
| desejo/expectativa | Desejo que venha; espero que publique. |
| necessidade/avaliação | É necessário que revise; é importante que compareça. |
| dúvida/negação de crença | Duvido que venha; não acredito que seja suficiente. |
| finalidade | Organize os dados para que todos compreendam. |
| concessão | Embora pareça simples, exige atenção. |
| condição | Caso haja erro, avise. |
A conjunção que sozinha não exige subjuntivo: “sei que há” e “espero que haja” mostram que o predicado e o sentido da construção são determinantes.
4.2 Referente conhecido × referente eventual
Procuro o servidor que conhece o sistema.
Procuro um servidor que conheça o sistema.
No primeiro enunciado, o falante apresenta um servidor identificável e atribui a ele a propriedade. No segundo, procura alguém que satisfaça a condição, sem identificar previamente o referente. O contraste é semântico, não uma regra automática de artigo definido contra indefinido.
Conheço um servidor que domina o sistema.
Mesmo com um, o indicativo é natural porque a existência daquele servidor é assumida.
5. Tempos do subjuntivo e a armadilha do futuro
5.1 Presente e imperfeito
O presente do subjuntivo pode apontar para agora ou para depois:
Espero que ele esteja no local.
Espero que ele venha amanhã.
O pretérito imperfeito do subjuntivo pode acompanhar referência passada ou hipótese:
Era necessário que ele viesse.
Se ele viesse amanhã, conversaríamos.
5.2 Futuro do subjuntivo
O futuro do subjuntivo aparece em eventos futuros apresentados como eventuais, especialmente em orações temporais e condicionais:
Quando ele vier, conversaremos.
Se houver dúvida, consulte.
Quem apresentar recurso receberá resposta.
Mas referência futura não exige sempre futuro do subjuntivo:
Espero que ele venha amanhã.
Caso ele venha amanhã, avise.
Nessas construções, usa-se presente do subjuntivo.
5.3 Futuro do subjuntivo × infinitivo
Em verbos regulares, a grafia pode coincidir:
quando analisar o documento — futuro do subjuntivo, conforme a estrutura;
para analisar o documento — infinitivo.
Nos irregulares, a diferença aparece:
quando fizer, não quando fazer;
se vir o erro, não se ver;
quando vier, não quando vir no sentido de vir ao local.
Uma forma prática de reconhecer várias formas do futuro do subjuntivo é partir da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo e retirar -am: fizeram → fizer, vieram → vier, viram → vir.
| Infinitivo | Perfeito: eles | Futuro do subjuntivo |
|---|---|---|
| ter / manter / obter | tiveram / mantiveram / obtiveram | tiver / mantiver / obtiver |
| fazer | fizeram | fizer |
| dizer / trazer | disseram / trouxeram | disser / trouxer |
| pôr / propor | puseram / propuseram | puser / propuser |
| vir / intervir | vieram / intervieram | vier / intervier |
| ver / prever | viram / previram | vir / previr |
| reaver / caber | reouveram / couberam | reouver / couber |
| requerer | requereram | requerer |
Duas pegadinhas merecem memorização: ver → vir; vir → vier e requerer → requerer, não requiser.
6. Correlação verbal: coerência entre perspectivas
Correlação verbal é a combinação coerente entre tempos e modos para construir as relações pretendidas. Não é uma tabela de pares obrigatórios.
Em oração condicional, a oração que apresenta a condição é chamada prótase; a oração que apresenta a consequência é a apódose.
| Leitura | Exemplo |
|---|---|
| relação habitual | Se estuda, aprende. |
| condição futura aberta | Se estudar, aprenderá. |
| instrução condicionada | Se houver dúvida, consulte. |
| hipótese mais distante | Se estudasse, aprenderia. |
| passado não realizado | Se tivesse estudado, teria aprendido. |
| condição passada + consequência atual | Se tivesse estudado, estaria tranquilo hoje. |
A última linha mostra que misturar tempos não é erro automático. Uma condição passada pode produzir consequência atual.
6.1 “Se teria” é sempre erro?
Não.
Não sei se teria condições de participar.
Nesse caso, se introduz uma pergunta indireta equivalente a “teria condições?”. Não é conjunção condicional.
Já na condição formal:
Se tivesse condições, participaria.
Aqui se introduz a prótase. A análise depende da função da palavra no período.
7. Imperativo: forma verbal e intenção comunicativa
O modo imperativo dirige uma ação ao interlocutor: ordem, pedido, conselho, convite, advertência ou proibição.
Leia o documento.
Não altere o arquivo.
Na norma-padrão, o imperativo negativo usa formas do presente do subjuntivo. No afirmativo, tu e vós normalmente se formam a partir do presente do indicativo sem o s; as demais pessoas usam formas correspondentes ao presente do subjuntivo. Ser traz as formas especiais sê e sede.
| Pessoa | Afirmativo | Negativo |
|---|---|---|
| tu | fala | não fales |
| você | fale | não fale |
| nós | falemos | não falemos |
| vós | falai | não faleis |
| vocês | falem | não falem |
Não existe imperativo de primeira pessoa do singular. Você designa o interlocutor, mas recebe flexão de terceira pessoa.
A intenção de mandar não exige modo imperativo:
Você entregará o relatório até amanhã.
O futuro do indicativo pode funcionar como ordem. E uma pergunta dirigida ao interlocutor — “Você entende?” — continua no indicativo.
8. Locuções: o auxiliar muda a perspectiva
U007 ensinou como reconhecer verbo auxiliar e verbo principal. Aqui interessa o valor temporal, aspectual ou modal que a combinação produz.
| Construção | Valor frequente no contexto adequado |
|---|---|
| tem analisado | repetição ou duração que alcança o presente |
| tinha analisado | anterioridade a outro ponto passado |
| estava analisando | processo em curso num ponto passado |
| vai analisar | projeção futura, muitas vezes planejada |
| acabou de analisar | passado recente |
| passou a analisar | início do processo |
| continua analisando | manutenção do processo |
| voltou a analisar | retomada |
| deixou de analisar | interrupção ou não ocorrência |
| deve analisar | obrigação ou probabilidade |
| pode analisar | possibilidade, permissão ou capacidade |
8.1 Perfeito simples ≠ perfeito composto
A equipe revisou os critérios ontem.
A equipe tem revisado os critérios nas últimas semanas.
No português brasileiro, o pretérito perfeito composto do indicativo (tem revisado) tende a expressar repetição ou duração num intervalo que alcança o presente. Não equivale automaticamente ao perfeito simples (revisou), que pode focalizar um evento delimitado.
8.2 Tempos compostos e pontos de referência
| Construção | Relação típica |
|---|---|
| tinha analisado quando chegaram | anterioridade no passado |
| até amanhã, terá analisado | conclusão anterior a referência futura |
| com mais tempo, teria analisado | resultado hipotético |
| espero que tenha analisado | anterioridade dentro de expectativa atual |
| se tivesse analisado, perceberia | condição anterior não realizada |
| quando tiver analisado, responda | conclusão eventual anterior à resposta |
As construções não são traduções fixas: o contexto continua determinando o valor.
9. Discurso relatado: o relógio muda de lugar
No discurso direto, a fala é apresentada a partir do ponto de vista do falante:
“Voltarei amanhã.”
Ao relatar essa fala a partir de um ponto passado, o sistema de referências pode deslocar-se:
Ele disse que voltaria no dia seguinte.
A relação principal é preservada: a volta continua posterior ao ato de dizer. Também podem mudar expressões que dependem da situação de fala, como aqui, agora, hoje e amanhã.
| Direto | Relato ancorado no passado |
|---|---|
| Estou analisando. | Disse que estava analisando. |
| Concluí o exame. | Disse que havia concluído / concluíra o exame. |
| Voltarei amanhã. | Disse que voltaria no dia seguinte. |
| Venha agora. | Ordenou que viesse naquele momento. |
A mudança não é mecânica. “Disse ontem que voltará amanhã” pode ser perfeitamente coerente se a volta ainda for futura no momento em que se faz o relato.
10. Reescrita: uma troca pode ser correta e mesmo assim mudar o sentido
Considere:
A equipe sabia que novas falhas iam ocorrer.
Trocar por “falhas ocorreriam” pode preservar a projeção futura a partir do passado. Trocar por “falhas ocorriam” pode produzir frase gramatical, mas tende a apresentar simultaneidade ou hábito no passado.
Em questões de reescrita, não pergunte apenas “continua correto?”. Verifique separadamente:
- referência temporal — a ordem dos acontecimentos permanece?
- aspecto — o processo continua concluído, em curso, habitual ou reiterado?
- modo e modalidade — permanece afirmação, hipótese, desejo, ordem, inferência?
- correlação — as orações continuam articuladas de modo coerente?
- sentido global — a nova forma preserva a informação exigida pelo enunciado?
Esse método evita duas armadilhas opostas: considerar toda troca de tempo como erro ou considerar toda forma gramatical como semanticamente equivalente.
11. Checklist de prova
Ao encontrar uma forma verbal, percorra esta ordem:
- localize o ponto de referência criado pelo texto;
- identifique o tempo e o modo da forma;
- determine se a forma tem valor temporal literal ou valor contextual especial;
- observe aspecto: concluído, em curso, habitual, repetido, inicial, continuado;
- no subjuntivo, identifique o predicado, o conector e a leitura do referente;
- nas condicionais, separe condição e consequência;
- confira futuros do subjuntivo irregulares;
- no imperativo, identifique a pessoa a quem a ação é dirigida;
- nas locuções, interprete a contribuição do auxiliar;
- em reescrita, separe correção gramatical de preservação de sentido.
Se duas alternativas trazem formas possíveis, a resposta costuma depender menos da conjugação isolada e mais da relação temporal, aspectual e modal construída no contexto.
Referências
Referências — Emprego de tempos e modos verbais
Consulta inicial do pacote: 11 de setembro de 2026; revalidação de programa, proveniência, nomenclatura, fontes linguísticas e questões anteriores: 22 de setembro de 2026. A data da consulta não altera o corte do edital.
Programa e proveniência
- Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Edital nº 1 — Polícia Civil do Maranhão — Investigador, de 13 de julho de 2026. Item 20.2.2, Língua Portuguesa, item 4.2: emprego de tempos e modos verbais.
- Proveniência editorial. Reaproveitamento parcial do canônico
src/content/biblioteca/lingua-portuguesa/emprego-tempos-modos-verbais/, auditado nos blobs578fe599a64b3c39f8ff8de7bd7a530e777343c6(conteúdo),06cf8e8a7dd16df9aef3b777bf5a571cdc0213ab(revisão),df3d4c2d327cf04062c6c6edcd2fda4f59d6fb59(questões) edb6e07d3b2303c8b80f06322d33140797dd5c791(referências). Os quatro blobs permanecem iguais namain. O canônico é consumido por vínculos explícitos dos dois cargos do TCE-MA, ambos com ordem 5; esta cópia é física/local da PC-MA.
Nomenclatura e gramáticas de base
- Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Nomenclatura Gramatical Brasileira, anexa à Portaria nº 36, de 28 de janeiro de 1959. A seção de verbo registra indicativo, subjuntivo e imperativo; presente, pretéritos e futuros; formas simples/compostas; locução verbal; e a denominação futuro do pretérito em substituição a condicional. Documento reconferido em 22 set. 2026.
- BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Nova Fronteira. ISBN 9786556408866. Catálogo oficial da editora. Referência geral para flexão, valores dos tempos, imperativo e correlação verbal.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 8. ed. Lexikon. Catálogo oficial da editora. Referência geral para emprego dos tempos, modos, discurso relatado e relações entre formas simples e compostas.
- CASTILHO, Ataliba T. de. Nova gramática do português brasileiro. Contexto. ISBN 9788572444620. Catálogo oficial da editora. Apoio descritivo para tempo, aspecto, modalidade e construções com auxiliares no português brasileiro.
- NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. 2. ed. São Paulo: Editora UNESP, 2011. ISBN 9788539300808. Catálogo oficial da editora. Apoio ao tratamento contextual da escolha entre formas verbais e aos valores modais das construções.
Os catálogos editoriais acima foram usados para identificação bibliográfica e pertinência geral, não como alegação de nova leitura integral dessas gramáticas em 22 set. 2026.
Estudos e consultas dirigidas
- BARBOSA, Juliana Bertucci. Interpretações semânticas no pretérito perfeito: pretérito ou presente. Revista Alpha, v. 12, p. 177–183, 2011. Apoio à distinção entre localização temporal e aspecto ao comparar perfeito simples e composto. Registro institucional reconferido em 22 set. 2026.
- GAMA, Inês. As conjunções e modos verbais. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 5 dez. 2023. Apoio à seleção do subjuntivo por predicados, construções e conjunções, sem reduzi-lo a simples “dúvida”. Consulta reconferida em 22 set. 2026.
- MARTA, Eunice. Se não a vir, se não vier, vires e veres. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 25 maio 2012. Apoio ao contraste entre futuro do subjuntivo e infinitivo, especialmente nos verbos ver e vir. Consulta reconferida em 22 set. 2026.
- ÁLVARES, Teresa. Ordem, exortação e proibição. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 2 mar. 1999. Apoio à distinção entre modo imperativo e outros recursos verbais com força diretiva. Consulta reconferida em 22 set. 2026.
A revalidação não identificou divergência material que exigisse reescrever C/H: o pacote local continua coerente ao separar tempo cronológico, tempo verbal, aspecto e modalidade; tratar indicativo/subjuntivo pelo contexto; distinguir futuro do subjuntivo de infinitivo; evitar pares rígidos de correlação; e reconhecer valores modais de futuros e pretéritos.
Provas anteriores usadas em adaptações
Os três itens locais identificados como previous_exam são adaptações didáticas, não transcrições. Os IDs do canônico foram preservados, mas os enunciados e alternativas locais foram reescritos; por isso q276, q277 e q278 estão na revisão 2, contra revisão 1 no doador.
| Questão local | Prova original | Fenômeno e gabarito |
|---|---|---|
q276 | Fundação Getulio Vargas — Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte — Professor de Língua Portuguesa, Tipo 4, questão 63 | pretérito imperfeito como substituto coloquial do futuro do pretérito — A |
q277 | Fundação Getulio Vargas — Tribunal de Justiça de Santa Catarina — Técnico Judiciário Auxiliar, Tipo 1, questão 16 | pretérito imperfeito com valor de polidez — A |
q278 | Fundação Getulio Vargas — Câmara dos Deputados — Analista Legislativo — Contador, Tipo 1, questão 4 | futuro do pretérito como forma polida de presente/desejo — C |
Fontes primárias:
- Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte: caderno oficial e gabarito definitivo.
- Tribunal de Justiça de Santa Catarina: caderno oficial e gabarito definitivo.
- Câmara dos Deputados: caderno oficial e gabarito definitivo.
Em 22 set. 2026, os três cadernos e os três gabaritos foram conferidos textual e visualmente. Os originais confirmam, respectivamente, A, A e C; as adaptações locais preservam os mesmos resultados. Nenhuma questão ou revisão adicional foi necessária.
Fronteiras da cópia parcial
O canônico histórico possui 98 questões; o conjunto local tem 20 — 17 autorais locais + 3 adaptações herdadas. Os únicos IDs em comum são q276, q277 e q278, todos reescritos e revisados. O recorte local também é mais compacto em C/H: conserva os mecanismos necessários ao item 4.2 e remete estrutura da classe verbal, formas nominais, vozes e impessoalidade a U007, sem exigir leitura perfeita dessa unidade para compreender tempo, aspecto, modo, locuções ou reescrita.
A inspeção de PC-F02 trabalhou exclusivamente o pacote físico da PC-MA. O canônico e seus dois consumidores do TCE-MA permaneceram somente leitura. C/H/Q foram aceitos sem alteração; não há resolucoes/ separadas necessárias para o conjunto local.