Modelos teóricos e prevenção — revisão rápida
Ponte histórica
Clássica
- livre-arbítrio;
- autodeterminação;
- racionalidade;
- proporcionalidade.
Positivista
- causas;
- determinismo;
- investigação empírica;
- foco histórico no delinquente.
Desorganização social
problema: crime concentrado em territórios.
Mecanismo: barreiras estruturais → redes frágeis → menor controle informal
Tradição:
- Park/Burgess → ecologia urbana;
- Shaw/McKay → aplicação à delinquência.
bairro vulnerável ≠ morador criminoso
Anomia/strain — Merton
Não é simples “ausência de normas”.
metas culturais × acesso a meios legítimos
Adaptações:
| Tipo | Metas | Meios |
|---|---|---|
| conformidade | + | + |
| inovação | + | - |
| ritualismo | - | + |
| retraimento | - | - |
| rebelião | substitui | substitui |
inovação → mantém metas, usa meios ilegítimos.
Associação diferencial — Sutherland
crime é aprendido
Aprende-se:
- técnicas;
- motivos;
- racionalizações;
- atitudes.
Importam:
- frequência;
- duração;
- prioridade;
- intensidade.
associação diferencial ≠ rotulação
Subculturas
Cohen
frustração de status → subcultura delinquente
Cloward/Ohlin
oportunidades legítimas + oportunidades ilegítimas
subcultura ≠ subcultura criminosa
Labelling approach
Becker/Lemert.
Pergunta: quem é rotulado e o que o rótulo produz?
- reação social;
- seletividade;
- estigma;
- desvio secundário.
Prova Cebraspe/DPE-PA: crime/desvio como produto do controle social seletivo.
Vínculo social — Hirschi
Pergunta: por que a maioria não delinque?
Quatro vínculos:
- apego;
- compromisso;
- envolvimento;
- crença.
Criminologia crítica
Foco:
- criminalização;
- poder;
- seletividade;
- instituições;
- efeitos do encarceramento.
sistema seletivo ≠ ausência de responsabilidade individual
Janelas quebradas
desordem tolerada → hipótese de mais desordem e enfraquecimento do controle
Não confundir com:
- labelling;
- desorganização social.
Não autoriza repressão sem limites.
Prevenção no Estado democrático
risco ≠ culpa
Prevenção deve respeitar:
- dignidade;
- igualdade;
- legalidade;
- devido processo;
- não discriminação.
Primária
universal/estrutural
Alvo:
- população;
- condições gerais.
Exemplos:
- educação;
- trabalho;
- saúde;
- saneamento;
- urbanização;
- iluminação.
Secundária
seletiva/risco
Alvo:
- grupos;
- contextos;
- situações de maior risco.
Exemplos:
- prevenção policial focalizada;
- intervenção precoce.
Cuidado: risco → não virar rótulo ou presunção de culpa
Terciária
pós-delito/reincidência
Alvo:
- quem já praticou delito.
Exemplos:
- reinserção;
- educação prisional;
- apoio a egressos;
- tratamento quando indicado.
Quadro rápido
| Nível | Alvo | Momento |
|---|---|---|
| primária | geral | antes de risco individualizado |
| secundária | risco específico | antes do delito/consolidação |
| terciária | autor já envolvido | após o delito |
Pegadinhas
- Merton = ausência de normas → não;
- associação diferencial = herança → não;
- subcultura = crime → não;
- labelling = aprendizagem → não;
- Hirschi = anomia → não;
- risco = culpa → não;
- educação = terciária → não;
- prevenção policial focalizada = primária → não;
- reinserção = primária → não;
- teoria = política comprovadamente eficaz → não.