6. Prisão temporária

Cabimento, requisitos cumulativos, rol legal, decretação, prazos, mandado, soltura e regime especial da prisão temporária segundo a Lei 7.960/1989 e a Lei 8.072/1990.

Ler sem distrações

Prisão temporária: prender por prazo certo para proteger uma investigação necessária

A prisão temporária é uma medida cautelar voltada à fase investigativa. Sua função não é antecipar pena nem permitir que alguém seja preso “para ver se aparece alguma coisa”.

O raciocínio correto é:

a investigação precisa concretamente da prisão + há fundadas razões de autoria ou participação em crime do rol legal + o risco é atual + a medida é proporcional + cautelares menos gravosas não bastam.

A base normativa desta unidade é a Lei 7.960/1989, com a regra especial de prazo da Lei 8.072/1990. O corte legislativo da campanha é 13 de julho de 2026.

A prisão preventiva ficou na U095. A diferença central é simples:

  • temporária: instrumento da investigação, com prazo previamente definido;
  • preventiva: cautelar dos artigos 311 a 316 do CPP, sem prazo fixo predeterminado, sujeita a requisitos próprios e revisão.

Parte I — O texto da lei precisa ser lido com o STF

1. Os três incisos do artigo 1º não podem ser lidos isoladamente

A Lei 7.960/1989 diz que caberá prisão temporária:

  1. quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial;
  2. quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;
  3. quando houver fundadas razões de autoria ou participação do indiciado em um dos crimes enumerados no próprio inciso III.

Uma leitura meramente gramatical poderia sugerir que cada inciso funcionaria sozinho.

Essa não é a leitura constitucional vigente.

2. ADIs 3.360 e 4.109: cinco requisitos cumulativos

O STF deu interpretação conforme à Constituição ao artigo 1º e fixou cinco requisitos cumulativos para a prisão temporária.

Requisito 1 — imprescindibilidade concreta para a investigação

A medida deve ser efetivamente necessária às investigações do inquérito policial.

Não basta:

  • conjectura;
  • conveniência genérica;
  • desejo de interrogar o suspeito preso;
  • uso da custódia como prisão para averiguação;
  • simples falta de residência fixa.

A prisão não pode ser mecanismo de pressão para autoincriminação.

Requisito 2 — fundadas razões de autoria ou participação em crime do rol

É preciso haver elementos que indiquem autoria ou participação em crime previsto no rol do artigo 1º, III.

O STF proibiu:

  • analogia;
  • interpretação extensiva

para ampliar esse rol.

Em prova:

crime fora do rol não entra só porque parece tão grave quanto um crime listado.

Requisito 3 — fatos novos ou contemporâneos

A urgência da medida deve estar ligada a fatos novos ou contemporâneos que demonstrem necessidade atual.

A passagem do tempo sem fato atual relevante enfraquece a justificativa cautelar.

Requisito 4 — adequação ao caso concreto

A prisão precisa ser adequada:

  • à gravidade concreta do crime;
  • às circunstâncias do fato;
  • às condições pessoais do indiciado.

A gravidade abstrata do tipo penal, sozinha, não resolve o problema.

Requisito 5 — insuficiência de cautelares diversas

As medidas dos artigos 319 e 320 do CPP devem ser insuficientes para proteger a investigação.

As cautelares diversas serão sistematizadas na U097. Aqui, basta guardar:

se uma medida menos gravosa resolve concretamente o risco, a temporária não deve ser escolhida.


Parte II — O inciso II não virou uma prisão autônoma

3. Sem residência fixa não basta

O artigo 1º, II, permanece no texto legal.

Contudo, depois das ADIs 3.360 e 4.109, a falta de residência fixa não autoriza, isoladamente, prisão temporária.

O mesmo raciocínio impede tratar dúvida de identidade como atalho para dispensar:

  • imprescindibilidade;
  • crime do rol;
  • contemporaneidade;
  • adequação;
  • subsidiariedade.

A prisão temporária é medida excepcional. O inciso II pode integrar o contexto do caso, mas não substitui os cinco requisitos cumulativos fixados pelo STF.


Parte III — O rol do artigo 1º, III

4. A lista é taxativa

A redação da Lei 7.960/1989 enumera as seguintes categorias:

  • homicídio doloso;
  • sequestro ou cárcere privado;
  • roubo;
  • extorsão;
  • extorsão mediante sequestro;
  • estupro;
  • atentado violento ao pudor;
  • rapto violento;
  • epidemia com resultado de morte;
  • envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte;
  • quadrilha ou bando;
  • genocídio;
  • tráfico de drogas;
  • crimes contra o sistema financeiro;
  • crimes previstos na Lei de Terrorismo.

Atenção à literalidade histórica

O texto legal conserva referências históricas que não podem ser “corrigidas” silenciosamente, como:

  • nomenclaturas de tipos penais antigos;
  • remissões a artigos posteriormente revogados ou modificados;
  • referência à antiga lei de drogas.

Nesta aula, o rol é preservado como a Lei 7.960/1989 o publica.

A consequência prática para prova é dupla:

  1. não invente atualização textual que a lei não fez;
  2. não use analogia para acrescentar crime ao rol, porque o STF expressamente vedou essa expansão.

Parte IV — Quem pede e quem decide

5. Artigo 2º: não há prisão temporária de ofício

A prisão temporária é decretada pelo juiz:

  • diante de representação da autoridade policial; ou
  • mediante requerimento do Ministério Público.

A lei não atribui iniciativa ao juiz para decretar a medida por conta própria.

Compare com a preventiva estudada na U095:

PrisãoProvocação principal
temporáriarepresentação policial ou requerimento do MP
preventivarepresentação policial ou requerimento do MP, querelante ou assistente

6. Representação policial: MP deve ser ouvido

Se a iniciativa vier da autoridade policial, o juiz deve ouvir o MP antes de decidir.

Não confunda essa oitiva com autorização do MP: quem decreta a prisão é o juiz.

7. O juiz tem 24 horas para decidir o pedido

O despacho que decreta a temporária deve:

  • ser fundamentado;
  • ser proferido em até 24 horas contadas do recebimento da representação ou do requerimento.

Esse prazo é para o juiz decidir o pedido.

Não é a duração da prisão.


Parte V — Prazos da custódia

8. Regra geral: 5 + 5 dias

A Lei 7.960/1989 estabelece:

  • prazo inicial: 5 dias;
  • prorrogação: por mais 5 dias;
  • condição para prorrogar: extrema e comprovada necessidade.

Não existe prorrogação sucessiva indefinida pela regra geral.

9. Regime especial: 30 + 30 dias

A Lei 8.072/1990 prevê prazo específico para os crimes abrangidos por seu artigo 2º:

  • crimes hediondos;
  • tortura;
  • tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins;
  • terrorismo.

Nesses casos:

  • prazo inicial: 30 dias;
  • prorrogação: por mais 30 dias;
  • condição: extrema e comprovada necessidade.

Quadro de recuperação:

RegimeInicialProrrogação
Lei 7.960/1989 — regra geral5 dias+ 5 dias
Lei 8.072/1990 — crimes do artigo 2º30 dias+ 30 dias

A prova oral da PC/RO de 2022 cobrou exatamente essa diferença de prazos ao comparar temporária e preventiva.


Parte VI — Mandado, nota de culpa e execução

10. Mandado judicial é indispensável

A prisão temporária somente pode ser executada depois da expedição de mandado judicial.

O mandado é expedido em duas vias.

Uma delas:

  • é entregue ao indiciado;
  • serve como nota de culpa.

11. O mandado precisa dizer quando a prisão termina

Desde a Lei 13.869/2019, o mandado deve indicar necessariamente:

  • o período de duração da prisão temporária;
  • o dia em que o preso deverá ser colocado em liberdade.

Essa informação é essencial porque a temporária nasce com prazo delimitado.

12. Direitos constitucionais continuam valendo

Efetuada a prisão, a autoridade policial deve informar ao preso os direitos previstos no artigo 5º da Constituição.

A natureza investigativa da custódia não reduz:

  • direito ao silêncio;
  • assistência jurídica;
  • integridade física e moral;
  • demais garantias constitucionais aplicáveis.

Parte VII — O fim do prazo não depende de nova ordem

13. Artigo 2º, § 7º: soltura imediata

Encerrado o prazo indicado no mandado, a autoridade responsável pela custódia deve colocar o preso imediatamente em liberdade, independentemente de nova ordem judicial.

Há duas exceções expressas:

  • já foi comunicada prorrogação da prisão temporária;
  • já foi comunicada decretação da prisão preventiva.

Portanto:

prazo acabou + nenhuma das duas comunicações chegou = liberdade imediata.

14. O dia do cumprimento conta

O § 8º determina que se inclua o dia do cumprimento do mandado no cálculo do prazo da prisão temporária.

É uma literalidade curta e altamente cobrável.


Parte VIII — Providências judiciais e custódia

15. Apresentação, informações e exame de corpo de delito

Depois de decretada a prisão, o juiz pode:

  • de ofício;
  • a requerimento do MP; ou
  • a requerimento do advogado

determinar que o preso lhe seja apresentado, pedir informações e esclarecimentos à autoridade policial e submetê-lo a exame de corpo de delito.

Pegadinha:

o juiz não decreta a temporária de ofício; mas a lei permite que adote de ofício essas providências de controle depois da prisão.

16. Separação dos presos temporários

O artigo 3º determina que presos temporários permaneçam obrigatoriamente separados dos demais detentos.

17. Plantão permanente

O artigo 5º prevê plantão permanente de 24 horas do:

  • Poder Judiciário;
  • MP

em todas as comarcas e seções judiciárias para apreciar pedidos de prisão temporária.


Parte IX — Dispositivo histórico e alteração de 2019

18. Artigo 4º: não o trate como crime atual autônomo

O artigo 4º da Lei 7.960/1989 alterava a antiga Lei 4.898/1965 sobre abuso de autoridade.

Essa lei de 1965 foi integralmente revogada pela Lei 13.869/2019.

Logo, não se deve extrair do artigo 4º da Lei 7.960/1989 um tipo penal atual autônomo.

A Lei 13.869/2019 também atualizou a própria disciplina procedimental da temporária, inserindo, entre outros pontos:

  • § 4º-A: duração e dia de soltura no mandado;
  • nova redação do § 7º: liberdade imediata ao fim do prazo;
  • § 8º: inclusão do dia do cumprimento no cômputo.

Parte X — O que diferencia temporária e preventiva

19. Compare pelo problema que cada uma resolve

PontoTemporáriaPreventiva
foco principalnecessidade da investigaçãoriscos cautelares dos arts. 311–316 do CPP
faseinvestigativainvestigação ou processo
prazo predeterminadosimnão
regra geral de prazo5 + 5 diassem prazo fixo automático
crimesrol taxativo do artigo 1º, IIIadmissibilidade do art. 313 do CPP
iniciativapolícia ou MPpolícia, MP, querelante ou assistente
fim do prazosoltura imediata, salvo prorrogação ou preventiva comunicadadepende da persistência dos fundamentos, com revisão periódica

A temporária não vira preventiva automaticamente quando o prazo termina.

Se houver necessidade de preventiva, ela deve ser decretada com seus próprios requisitos, estudados na U095.


Parte XI — Cinco perguntas para resolver questão

20. Roteiro de prova

1. O caso está na fase investigativa?

Se a ação penal já substituiu a investigação como centro do caso, a temporária não é a cautelar própria.

2. A prisão é indispensável para a investigação?

“Seria útil” não basta.

3. Há fundadas razões de autoria ou participação em crime do rol taxativo?

Se o crime está fora do artigo 1º, III, não amplie por analogia.

4. Há fatos novos ou contemporâneos e proporcionalidade concreta?

A medida exige urgência atual e adequação ao caso.

5. Cautelar diversa resolveria?

Se sim, falta um dos requisitos cumulativos fixados pelo STF.


Quadro de decisão rápida

PerguntaResposta-chave
temporária serve para averiguação?não
falta de residência fixa basta?não
requisitos do STFcinco, cumulativos
rol de crimestaxativo
analogia para ampliar o rolvedada
juiz decreta de ofício?não
iniciativapolícia representa; MP requer
representação policialjuiz ouve o MP
prazo para o juiz decidir24 horas do recebimento
prazo geral5 + 5 dias
hediondos/equiparados do artigo 2º da Lei 8.07230 + 30 dias
mandadoduas vias; uma funciona como nota de culpa
mandado informaduração + dia da soltura
execuçãosomente após mandado judicial
fim do prazosoltura imediata, salvo prorrogação ou preventiva comunicada
dia do cumprimentoentra na contagem
presos temporáriosseparados dos demais detentos

Pegadinhas finais

  1. Os incisos I, II e III do artigo 1º não funcionam hoje como três caminhos autônomos.
  2. O STF exige cinco requisitos cumulativos.
  3. Falta de residência fixa, sozinha, não legitima prisão temporária.
  4. Prisão para averiguação é incompatível com a Constituição.
  5. O rol do inciso III é taxativo; analogia e interpretação extensiva para ampliá-lo são vedadas.
  6. Temporária é cautelar da investigação, não pena antecipada.
  7. A regra geral é 5 + 5; o regime especial é 30 + 30.
  8. Prorrogação exige extrema e comprovada necessidade.
  9. O juiz decide o pedido em 24 horas; isso não é o prazo da prisão.
  10. O juiz não decreta a temporária de ofício.
  11. Se a polícia representa, o MP deve ser ouvido antes da decisão.
  12. Uma via do mandado é entregue ao indiciado e vale como nota de culpa.
  13. O mandado já deve trazer o dia da libertação.
  14. O dia do cumprimento entra no prazo.
  15. Ao fim do prazo, a autoridade de custódia solta sem esperar nova ordem, salvo prorrogação ou preventiva já comunicada.
  16. Temporária não se converte automaticamente em preventiva.
Referências

Referências — Prisão temporária

Fontes normativas primárias

  1. Brasil. Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989 — Prisão Temporária, texto compilado. Artigos 1º a 5º; alterações da Lei 13.869/2019 nos §§ 4º-A, 7º e 8º do artigo 2º. Presidência da República.
    https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7960.htm

  2. Brasil. Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990 — Crimes Hediondos, texto compilado. Artigo 2º, caput e § 4º: prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em extrema e comprovada necessidade, para prisão temporária nos crimes abrangidos pelo dispositivo. Presidência da República.
    https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm

  3. Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, texto compilado. Artigo 5º, especialmente incisos LIV, LV, LVII, LXI a LXIV: devido processo, defesa, não culpabilidade, regime constitucional das prisões, comunicação e direitos do preso. Presidência da República.
    https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm

  4. Brasil. Lei nº 13.869, de 5 de setembro de 2019 — Abuso de Autoridade, texto compilado. Alterou a Lei 7.960/1989 e revogou integralmente a antiga Lei 4.898/1965. Presidência da República.
    https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13869compilado.htm

Jurisprudência primária

  1. Supremo Tribunal Federal. Ações Diretas de Inconstitucionalidade 3.360 e 4.109. Plenário, julgamento concluído em 11/2/2022; decisão publicada em 2022. Interpretação conforme do artigo 1º da Lei 7.960/1989: cinco requisitos cumulativos; imprescindibilidade concreta; fundadas razões em crime do rol; fatos novos ou contemporâneos; adequação concreta; insuficiência de cautelares diversas; vedação à prisão para averiguação e à ampliação analógica ou extensiva do rol.
    https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=481715
    https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=2259375

  2. Superior Tribunal de Justiça. Agravo Regimental no Recurso em Habeas Corpus 213.240, de Goiás. Quinta Turma, relator Ministro Carlos Cini Marchionatti, julgado em maio de 2025, publicado em 26/5/2025. Prisão temporária como cautelar das investigações; aplicação dos requisitos cumulativos definidos pelo STF; condições pessoais favoráveis não afastam medida concretamente fundamentada.
    https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?dt_publicacao=26%2F05%2F2025&num_registro=202500953987

Questões anteriores verificadas

  1. Cebraspe — Polícia Civil de Rondônia, concurso 2022, prova oral de Direito Penal e Direito Processual Penal, questão 3. O padrão oficial pediu diferenciação entre prisão preventiva e temporária e registrou temporária na fase investigativa, rol taxativo e prazos de 5 + 5 dias ou, nos crimes hediondos/equiparados, 30 + 30 dias. A questão desta unidade é adaptação não literal para múltipla escolha.
    https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/PC_RO_22/arquivos/P_818_PC_RO_ORAL_DPENAL_DPROCPENAL_COMPADRAO.PDF

  2. Cebraspe — Polícia Civil de Rondônia, concurso 2022, prova oral de Legislação Penal e Processual Penal Extravagante, questão 21. Cobrança específica de prisão temporária em crimes hediondos e prazo de 30 + 30 dias. A questão desta unidade é adaptação não literal.
    https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/PC_RO_22/arquivos/P_818_PC_RO_ORAL_LEGPENAL_PROCPENALEXTR_COMPADRAO.PDF

Proveniência, corte e fronteiras

  • Unidade U096, identidade pc-u096, order 96, consumidor pc-ma-2026-oficial-investigador.
  • Classificação: nova/local. A busca na main localizou referências incidentais à prisão temporária, mas não vínculo ou doador integral compatível com o recorte da unidade.
  • Recorte principal: Lei 7.960/1989 e alterações; Lei 8.072/1990 somente para o prazo especial do artigo 2º, § 4º.
  • Prisão em flagrante permanece na U094; prisão preventiva, na U095; outras medidas cautelares, na U097.
  • A enumeração material completa dos crimes hediondos pertence à legislação especial; aqui foi usada apenas a categoria necessária para compreender o prazo da temporária.
  • A literalidade histórica do artigo 1º, III, da Lei 7.960/1989 foi preservada sem substituição silenciosa de tipos ou remissões antigas. O STF impede analogia e interpretação extensiva para ampliar o rol.
  • Corte legislativo: 13/7/2026. As fontes normativas usadas estavam vigentes antes do corte.
  • Jurisprudência usada no corpo foi publicada antes de 13/7/2026, sem normalizar a divergência documental geral de corte jurisprudencial preservada no arquivo-mestre.
  • Consulta/revalidação das fontes em 19/9/2026.
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