Regressão linear e técnicas de amostragem
Esta unidade fecha Estatística com duas perguntas práticas:
- como representar e avaliar uma relação linear entre variáveis?
- como escolher observações de uma população de modo que a inferência tenha base probabilística e precisão planejada?
O mapa é:
dados → modelo linear → ajuste → inferência → diagnóstico
população → plano amostral → seleção → estimador → precisão
Regressão não substitui desenho amostral, e desenho amostral não corrige um modelo mal especificado. Cada parte controla uma fonte diferente de incerteza.
1. O modelo de regressão linear simples
Considere uma variável resposta (Y) e uma variável explicativa (X). O modelo linear simples é
[ Y_i=\beta_0+\beta_1x_i+\varepsilon_i, ]
em que:
- (\beta_0) é o intercepto;
- (\beta_1) é a inclinação;
- (\varepsilon_i) é o erro aleatório;
- (x_i) é o valor observado ou fixado da variável explicativa.
A média condicional da resposta é
[ E(Y_i\mid x_i)=\beta_0+\beta_1x_i. ]
A inclinação responde:
quanto a média de (Y) muda, no modelo, quando (X) aumenta uma unidade?
Se (\beta_1=-2), o modelo associa um aumento de uma unidade em (X) a uma redução média de 2 unidades em (Y).
Isso é interpretação associativa do modelo. Regressão, por si só, não prova causalidade.
2. Erro verdadeiro e resíduo observado
O erro verdadeiro é
[ \varepsilon_i
Y_i-E(Y_i\mid x_i). ]
Ele depende da relação populacional desconhecida.
Depois de estimar a reta,
[ \hat Y_i=b_0+b_1x_i, ]
calculamos o resíduo:
[ e_i=y_i-\hat y_i. ]
O resíduo é a diferença entre o valor observado e o valor previsto pelo modelo ajustado. Ele serve como aproximação observável do comportamento dos erros e é central no diagnóstico do modelo.
3. Mínimos quadrados: escolher a reta que reduz os erros ao quadrado
O critério de mínimos quadrados escolhe (b_0) e (b_1) para minimizar
[ \sum_{i=1}^{n}e_i^2
\sum_{i=1}^{n}(y_i-b_0-b_1x_i)^2. ]
Ele minimiza, não maximiza, a soma dos quadrados dos resíduos.
No modelo simples com intercepto,
[ b_1
\frac{\sum (x_i-\bar x)(y_i-\bar y)} {\sum (x_i-\bar x)^2}, ]
e
[ b_0=\bar y-b_1\bar x. ]
A reta de mínimos quadrados passa pelo ponto
[ (\bar x,\bar y). ]
Exemplo hipotético
Suponha que um modelo ajustado seja
[ \hat y=10-0{,}5x. ]
Para (x=8),
[ \hat y=10-0{,}5(8)=6. ]
Se o valor observado for (y=6{,}7), o resíduo é
[ e=6{,}7-6=0{,}7. ]
Resíduo positivo significa que o observado ficou acima da previsão.
4. Máxima verossimilhança no modelo normal
A máxima verossimilhança reaparece agora dentro do modelo de regressão.
Se os erros são independentes e
[ \varepsilon_i\sim N(0,\sigma^2) ]
com variância comum, a verossimilhança é proporcional a
[ (\sigma^2)^{-n/2} \exp\left[ -\frac{1}{2\sigma^2} \sum e_i^2 \right]. ]
Para (\sigma^2) fixada, maximizar essa verossimilhança em relação aos coeficientes equivale a minimizar a soma dos quadrados dos resíduos.
Assim, sob erros normais independentes com variância constante:
mínimos quadrados e máxima verossimilhança produzem os mesmos estimadores dos coeficientes da regressão.
Isso não significa que os critérios sejam conceitualmente idênticos em qualquer modelo. A equivalência decorre da estrutura normal adotada.
5. Modelo de regressão linear múltipla
Quando há várias variáveis explicativas,
[ Y
\beta_0+\beta_1X_1+\cdots+\beta_kX_k+\varepsilon. ]
A interpretação de (\beta_j) muda:
(\beta_j) representa a variação média em (Y) associada ao aumento de uma unidade em (X_j), mantidas constantes as demais variáveis explicativas do modelo.
Esse “mantidas constantes” é essencial. Sem ele, a interpretação de um coeficiente múltiplo fica incompleta.
O modelo continua sendo chamado linear porque é linear nos parâmetros (\beta_0,\ldots,\beta_k). Uma variável explicativa pode aparecer transformada, como (X^2), sem retirar a linearidade nos coeficientes.
6. Hipóteses usuais do modelo linear
Para construir inferência clássica, o modelo costuma assumir:
- média condicional correta: [ E(\varepsilon_i\mid X)=0; ]
- variância constante dos erros — homocedasticidade: [ \operatorname{Var}(\varepsilon_i\mid X)=\sigma^2; ]
- erros independentes ou, conforme o desenho, não correlacionados;
- normalidade dos erros para resultados exatos de pequenas amostras em testes e intervalos clássicos;
- ausência de combinação linear perfeita entre explicativas no modelo múltiplo.
A normalidade não é o que define a reta de mínimos quadrados. Ela é especialmente importante para a forma exata da inferência clássica em pequenas amostras.
7. Inferência sobre os coeficientes
Depois de estimar um coeficiente (b_j), precisamos medir sua incerteza.
Um teste individual típico é
[ H_0:\beta_j=0 ]
contra uma alternativa apropriada.
A estatística tem a forma
[ t
\frac{b_j-0}{SE(b_j)}, ]
em que (SE(b_j)) é o erro padrão do coeficiente.
No modelo simples com intercepto e hipóteses clássicas, o teste da inclinação usa (n-2) graus de liberdade.
Um intervalo de confiança correspondente tem forma
[ b_j \pm t_{\text{crítico}},SE(b_j). ]
Se o intervalo para (\beta_1) não contém zero, isso corresponde, no procedimento bilateral compatível, à rejeição de (H_0:\beta_1=0) no nível associado.
8. Análise de variância da regressão
A variação total da resposta em torno de sua média pode ser decomposta em:
[ \sum (y_i-\bar y)^2
\sum (\hat y_i-\bar y)^2 + \sum (y_i-\hat y_i)^2. ]
Em palavras:
variação total = variação explicada pela regressão + variação residual.
No modelo linear simples com intercepto:
- graus de liberdade total: (n-1);
- regressão: (1);
- erro: (n-2).
O quadrado médio do erro é
[ MSE
\frac{\sum e_i^2}{n-2}. ]
A estatística de teste global é
[ F
\frac{MS_{\text{regressão}}}{MSE}. ]
No modelo simples, o teste (F) global para existência de relação linear é equivalente ao teste (t) bilateral da inclinação:
[ F=t^2. ]
No modelo múltiplo, o teste global costuma confrontar
[ H_0:\beta_1=\cdots=\beta_k=0 ]
contra a alternativa de que pelo menos um coeficiente angular é diferente de zero.
9. Coeficiente de determinação
O coeficiente de determinação é
[ R^2
1- \frac{\sum e_i^2} {\sum (y_i-\bar y)^2}. ]
Com intercepto, ele mede a fração da variação amostral de (Y) contabilizada pelo modelo linear ajustado.
Se
[ R^2=0{,}80, ]
o ajuste contabiliza 80% da variação observada de (Y) em torno de sua média, no conjunto usado.
Isso não significa automaticamente:
- causalidade;
- boa previsão fora da faixa observada;
- ausência de viés;
- modelo corretamente especificado.
Um (R^2) alto pode coexistir com resíduos problemáticos.
10. Resíduos: o diagnóstico vem depois do ajuste
Um bom ajuste numérico não basta. Precisamos perguntar se os resíduos são compatíveis com as hipóteses do modelo.
10.1 O que esperamos
Em um gráfico de resíduos contra valores ajustados ou contra uma explicativa, buscamos, em linhas gerais:
- pontos espalhados em torno de zero;
- ausência de curva sistemática;
- dispersão aproximadamente constante;
- ausência de padrões de dependência;
- poucos pontos extremos ou excessivamente influentes.
10.2 Curvatura
Se os resíduos desenham uma curva, a relação média pode não ser adequadamente linear.
A questão não é “a nuvem está em torno da reta estimada”. No gráfico de resíduos, a referência é zero.
10.3 Forma de funil
Se a dispersão dos resíduos aumenta ou diminui com o nível ajustado, há indício de variância não constante, também chamada heterocedasticidade.
Isso viola a hipótese de variância comum e pode comprometer erros padrão e testes usuais.
10.4 Dependência
Sequências longas de resíduos positivos e negativos, ciclos ou padrões ordenados no tempo podem indicar dependência entre erros.
10.5 Normalidade
Um gráfico de quantis normais ou outros diagnósticos podem avaliar se a distribuição dos resíduos é compatível com a normalidade necessária a certos procedimentos inferenciais.
11. Média prevista e observação nova não têm a mesma incerteza
Para um valor (x_0), há duas perguntas:
- qual é a média da resposta quando (X=x_0)?
- qual será uma nova observação individual de (Y) quando (X=x_0)?
O intervalo de previsão para uma nova observação é mais largo que o intervalo de confiança para a resposta média no mesmo (x_0), porque inclui:
- incerteza na posição da reta;
- variabilidade individual ao redor da reta.
12. Da modelagem para o desenho amostral
Até aqui, tratamos do que fazer depois que os dados existem.
Agora a pergunta é anterior:
como selecionar os elementos que formarão a amostra?
Um plano probabilístico dá a cada unidade uma regra conhecida de seleção e permite conectar a amostra à população-alvo.
Os quatro planos do edital têm mecanismos diferentes.
13. Amostragem aleatória simples
Na amostragem aleatória simples sem reposição, uma amostra de tamanho (n) é selecionada de uma população de tamanho (N) de modo que as amostras possíveis de mesmo tamanho tenham a mesma probabilidade.
Isso implica probabilidades de inclusão iguais para os elementos.
Exemplo hipotético: numerar (N=2.000) registros e sortear aleatoriamente (n=200) números distintos.
Vantagens:
- mecanismo simples;
- estimadores diretos;
- boa referência para comparação com outros planos.
Limitações:
- exige uma lista adequada dos elementos;
- pode ser cara quando a população está geograficamente dispersa;
- ignora informação auxiliar que poderia aumentar precisão.
14. Amostragem estratificada
Primeiro dividimos a população em estratos: grupos que não se sobrepõem e que, juntos, cobrem a população.
Depois selecionamos uma amostra dentro de cada estrato.
Exemplo hipotético: separar servidores por região e sortear pessoas em todas as regiões.
Se (N_h) é o tamanho do estrato (h) e (N) é o total, o peso populacional do estrato é
[ W_h=\frac{N_h}{N}. ]
Uma média estratificada pode ser estimada por
[ \bar y_{st}
\sum_h W_h\bar y_h. ]
Alocação proporcional
Se o tamanho total da amostra é (n), uma escolha simples é
[ n_h
n\frac{N_h}{N}. ]
A estratificação tende a ajudar quando os estratos são internamente homogêneos para a variável de interesse e diferem entre si. Ela não é automaticamente superior se a variável usada para formar os estratos pouco se relaciona com o que se pretende medir.
15. Amostragem sistemática
Ordene as unidades, escolha um início aleatório e depois selecione unidades em intervalos regulares.
Se a razão de amostragem é aproximadamente (1/k), uma amostra pode ser formada por:
[ r,\ r+k,\ r+2k,\ldots ]
com início aleatório (r) entre (1) e (k).
Exemplo: sortear um número de 1 a 10 e, a partir dele, selecionar cada décima unidade.
Vantagem: simplicidade operacional.
Risco: se a ordenação da população tiver uma periodicidade alinhada com (k), o plano pode produzir uma amostra ruim.
Amostragem sistemática não significa “pegar os primeiros (n)” nem “selecionar qualquer sequência regular sem início aleatório”.
16. Amostragem por conglomerados
Agora a população é dividida em conglomerados, que são grupos naturais de unidades: quarteirões, escolas, equipes, domicílios por setor, por exemplo.
Selecionamos alguns conglomerados e observamos:
- todas as unidades dentro deles, em um desenho de um estágio; ou
- uma subamostra dentro dos conglomerados selecionados, em desenho de múltiplos estágios.
A lógica é diferente da estratificação:
| Estratificada | Por conglomerados |
|---|---|
| amostra unidades em todos os estratos | seleciona alguns conglomerados |
| quer garantir representação dos estratos | quer reduzir custo/logística |
| estratos bons tendem a ser internamente homogêneos | conglomerados úteis costumam reunir unidades próximas e podem ser internamente parecidas |
Se unidades dentro do mesmo conglomerado são muito semelhantes, a informação adicional de observar várias delas pode ser menor que na amostragem aleatória simples. Por isso, conglomerados podem aumentar a variância para o mesmo número de elementos, embora reduzam custo.
Não é correto afirmar que o tamanho necessário sempre será maior: isso depende da correlação dentro dos conglomerados, do estimador, do custo e do critério de precisão.
17. Estratificada × conglomerados: a distinção que mais cai
Use a pergunta:
eu seleciono elementos em todos os grupos ou seleciono só alguns grupos?
- em estratificação, seleciono elementos em todos os estratos;
- em conglomerados, seleciono alguns conglomerados.
Um plano pode combinar as duas ideias em estágios diferentes, mas a distinção conceitual permanece.
18. Tamanho amostral: precisão planejada
Não existe um tamanho amostral universal.
Ele depende de:
- nível de confiança;
- margem de erro desejada;
- variabilidade da população;
- parâmetro de interesse;
- plano amostral;
- tamanho da população quando a correção finita é relevante;
- perdas, não resposta e restrições de custo.
19. Tamanho para estimar uma média
Em uma amostragem aleatória simples de população grande, se o desvio padrão populacional (\sigma) é conhecido ou planejado e queremos margem de erro (e) para um intervalo normal bilateral de nível (1-\alpha),
[ n_0
\left( \frac{z_{1-\alpha/2}\sigma}{e} \right)^2. ]
O resultado é arredondado para cima.
Relações:
- confiança maior → (z) maior → (n) maior;
- variabilidade maior → (n) maior;
- margem de erro menor → (n) cresce com (1/e^2).
Reduzir a margem de erro pela metade, mantendo o resto fixo, multiplica aproximadamente (n) por 4.
20. Tamanho para estimar uma proporção
Para população grande, a aproximação usual é
[ n_0
\frac{ z_{1-\alpha/2}^2 p^*(1-p^*) }{e^2}, ]
em que (p^*) é uma estimativa de planejamento para a proporção.
Se não há informação prévia, usa-se frequentemente
[ p^*=0{,}5, ]
porque o produto
[ p(1-p) ]
é máximo em (0{,}5).
Assim, essa escolha é conservadora em relação à variabilidade da proporção.
Exemplo hipotético
Para 95% de confiança, (z=1{,}96), (e=0{,}05) e (p^*=0{,}5):
[ n_0
\frac{1{,}96^2(0{,}5)(0{,}5)}{0{,}05^2} \approx 384{,}16. ]
Arredondamos para
[ n=385. ]
21. Correção para população finita
Quando a população tem tamanho finito (N) e a amostragem é sem reposição, uma forma usual de ajustar o tamanho calculado (n_0) é
[ n
\frac{Nn_0} {N-1+n_0}. ]
O ajuste reduz o tamanho necessário quando a fração amostral é relevante.
A mesma ideia aparece na variância da média sob amostragem aleatória simples sem reposição por meio do fator
[ 1-\frac{n}{N}. ]
Em populações muito grandes comparadas à amostra, a correção é pequena.
22. Planos complexos mudam a conta
As fórmulas simples das seções anteriores são referências para planejamento sob amostragem aleatória simples.
Em planos estratificados, sistemáticos, por conglomerados ou em múltiplos estágios, a precisão depende da estrutura do plano.
Um efeito do plano amostral pode ser pensado como a razão entre:
[ \operatorname{Var}(\text{estimador no plano real}) ]
e
[ \operatorname{Var}(\text{estimador sob amostragem aleatória simples comparável}). ]
Se o plano aumenta a variância, pode ser necessário aumentar (n) para manter a mesma precisão. Se a estratificação for informativa, o plano pode reduzir a variância.
Por isso, não transforme frases como “conglomerados exigem amostra maior” em regra universal.
23. Pegadinhas de alto rendimento
Regressão
- Mínimos quadrados maximiza a soma dos quadrados. Não: minimiza.
- Inclinação prova causalidade. Não.
- No modelo múltiplo, (\beta_j) ignora as demais explicativas. Não: sua interpretação é condicional a mantê-las constantes.
- (R^2) alto prova modelo correto. Não.
- Resíduo é o erro verdadeiro. Não: é sua contraparte observável após o ajuste.
- Gráfico de resíduos deve se alinhar à reta (\hat y=b_0+b_1x). Não: resíduos devem oscilar em torno de zero.
- Forma de funil é compatível com variância constante. Não.
- Intervalo de previsão para nova observação é mais estreito que o intervalo da média. Em geral, não; ele é mais largo.
Amostragem
- Estratificada seleciona apenas alguns estratos. Não: amostra dentro de todos os estratos planejados.
- Conglomerados e estratos são sinônimos. Não.
- Sistemática dispensa início aleatório. Não.
- Amostra aleatória simples é “qualquer amostra feita ao acaso”. Não: há um mecanismo probabilístico específico.
- Sem informação sobre (p), não dá para planejar tamanho para proporção. Dá: (p^*=0{,}5) fornece planejamento conservador.
- Dobrar a precisão significa dobrar (n). Se “dobrar a precisão” significar reduzir a margem pela metade, o tamanho cresce aproximadamente quatro vezes.
- Conglomerados sempre exigem amostra maior. Não: depende do plano e da estrutura de correlação/custo.
24. Fechamento do bloco de Estatística
U050–U055 constroem uma sequência única:
descrever dados → modelar probabilidade → estudar variáveis aleatórias → entender distribuições amostrais → inferir parâmetros → modelar relações e planejar amostras
Em U055, a pergunta final é dupla:
- o modelo linear descreve adequadamente a relação observada?
- a amostra foi selecionada e dimensionada de modo compatível com a inferência pretendida?
Essas duas perguntas evitam dois erros comuns: confiar em um modelo sem diagnóstico e confiar em uma amostra sem desenho.
Referências
Referências
Programa e corte
- Cebraspe. Edital nº 1 – PC-MA – Investigador, de 13 de julho de 2026. Programa de Estatística, itens 4 a 5.2: análise de regressão linear; mínimos quadrados e máxima verossimilhança; modelos de regressão; inferência; análise de variância; resíduos; amostragem aleatória simples, estratificada, sistemática e por conglomerados; tamanho amostral. Documento oficial: https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/PC_MA_26_INVESTIGADOR/arquivos/9EE70E72CE79EB274C5319BEEB5B9B7D8519FF48DA21986A0830B5DB02C4F8B0.pdf. Corte programático: 13 jul. 2026.
- Cebraspe. Página oficial — PC-MA 2026, Oficial Investigador de Polícia. Reconsultada em 17 set. 2026: https://www.cebraspe.org.br/concursos/PC_MA_26_INVESTIGADOR.
Regressão linear, inferência, análise de variância e resíduos
- NIST. e-Handbook of Statistical Methods — 4.1.4.1 Linear Least Squares Regression. Modelo linear, critério de mínimos quadrados e papel central do método no ajuste de regressão. https://www.itl.nist.gov/div898/handbook/pmd/section1/pmd141.htm. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 501 de métodos de regressão. Lesson 1 — Simple Linear Regression. Modelo linear simples, interpretação de coeficientes, mínimos quadrados, coeficiente de determinação e saída de análise de variância. https://online.stat.psu.edu/stat501/Lesson01. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 501 de métodos de regressão. Lesson 2 — Simple Linear Regression Model Evaluation. Decomposição de somas de quadrados, tabela de análise de variância, teste F global e equivalência com o teste t da inclinação no modelo simples. https://online.stat.psu.edu/stat501/Lesson02. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 501 de métodos de regressão. Lesson 3 — Estimation and Prediction. Inferência para resposta média e distinção entre intervalo de confiança para a média e intervalo de previsão para nova observação. https://online.stat.psu.edu/stat501/Lesson03. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 501 de métodos de regressão. Lesson 4 — Model Assumptions and Residual Analysis. Resíduo como diferença entre observado e ajustado; diagnóstico de linearidade, independência, normalidade e variância constante. https://online.stat.psu.edu/stat501/Lesson04. Consulta editorial: 17 set. 2026.
Técnicas de amostragem e tamanho amostral
- Pennsylvania State University, curso 506 de teoria e métodos de amostragem. Lesson 1 — Estimating Population Mean and Total under Simple Random Sampling. Amostragem probabilística, amostragem aleatória simples e efeito do plano sobre a estimação. https://online.stat.psu.edu/stat506/Lesson01. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 506 de teoria e métodos de amostragem. Lesson 2 — Confidence Intervals and Sample Size. Tamanho amostral para médias e proporções, margem de erro e escolha conservadora para proporções. https://online.stat.psu.edu/stat506/Lesson02. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 506. Lesson 6 — Stratified Sampling. Conceito de estratificação, estimação ponderada, alocação e condições em que a estratificação melhora a precisão. https://online.stat.psu.edu/stat506/Lesson06. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 506. Lesson 7 — Cluster Sampling. Conceito de conglomerado, razões operacionais para seu uso e relação entre custo e variância. https://online.stat.psu.edu/stat506/Lesson07. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Pennsylvania State University, curso 506. Lesson 8 — Systematic Sampling and Comparison with Cluster Sampling. Seleção sistemática, intervalo de seleção e comparação de precisão entre planos. https://online.stat.psu.edu/stat506/Lesson08. Consulta editorial: 17 set. 2026.
Questões anteriores usadas como base de adaptação
- Cebraspe. TELEBRAS — concurso 2025, aplicação em 8 fev. 2026 — Cargo 12: Especialista em Gestão de Telecomunicações — Engenheiro Civil — caderno 153_TELEBRAS_012_01. Bases das adaptações não literais: item 108 (plano com características de amostragem estratificada), item 109 (classificação de seleção aleatória simples a partir de lista) e item 111 (amostragem sistemática). Caderno oficial: https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/TELEBRAS_25/arquivos/15599C67B1BBBE7E19C1A15BF18F20A90106DB50BDBFAF2A47BF08681395BD83.pdf. Consulta editorial: 17 set. 2026.
- Cebraspe. TELEBRAS — gabarito oficial definitivo do caderno 153_TELEBRAS_012_01. Itens revalidados: 108 = Certo, 109 = Errado, 111 = Certo. Gabarito oficial: https://cdn.cebraspe.org.br/concursos/TELEBRAS_25/arquivos/04F4D212DBE1FA13A748221620E29F538E670BC68B18CBDC230069356C02A1BC.pdf. Consulta editorial: 17 set. 2026.
Nota de recorte
- A unidade cobre integralmente os itens 4 a 5.2 do programa de Estatística.
- Conceitos gerais de máxima verossimilhança já foram introduzidos em U054; aqui eles são retomados apenas no contexto da regressão normal.
- Inferência geral e testes de hipóteses permanecem em U054; em U055 aparecem apenas quando necessários para os parâmetros e a adequação do modelo de regressão.
- As fontes conceituais e os documentos de prova foram reconsultados em 17 set. 2026; isso não desloca o corte programático do edital de 13/7/2026.