2. Capitães-mores do Maranhão

Capitães-mores do Maranhão, funções coloniais, sucessão administrativa inicial e transição para o Estado do Maranhão.

Capitães-mores do Maranhão — recuperação rápida

Ideia central

Conquista não basta: é preciso defender e administrar.

Capitão-mor = cargo colonial de comando/governo com atribuições variáveis conforme época, jurisdição e instruções.

Não confundir automaticamente:

  • capitão-mor da capitania;
  • capitão-mor de ordenanças;
  • patente militar contemporânea.

Sequência tradicional inicial

Jerônimo de Albuquerque Maranhão → Antônio de Albuquerque → Domingos da Costa Machado → Antônio Moniz Barreiros

  • Jerônimo: conquista + primeira administração portuguesa; morre em 1618.
  • Antônio: filho e sucessor; governo breve.
  • Domingos: sequência tradicional entre 1619–1622.
  • Antônio Moniz: sucede Domingos a partir de 1622.

Pegadinha: “primeiro”

  • narrativa tradicional: Jerônimo como primeiro capitão-mor;
  • catálogo de Évora reproduzido por estudo moderno: começa com Alexandre de Moura (1615) e depois Jerônimo (1616);
  • o próprio estudo aponta lacunas e situações especiais.
  • Domingos da Costa Machado: início em 1619 na narrativa tradicional; 3/4/1618 no catálogo de Évora reproduzido por Santos. Atribua a data à fonte.

Em prova: observe a fonte e o critério do enunciado.

Mudança administrativa

  • 1621: criação do Estado do Maranhão;
  • 1626: Francisco Coelho de Carvalho assume como governador e capitão-general;
  • o título capitão-mor não desaparece: em fases posteriores pode voltar como administração subordinada durante ausência do governador.

Contrastes

  • conquista ≠ governo;
  • cargo ≠ pessoa;
  • sequência tradicional ≠ consenso universal;
  • 1621 ≠ 1626.