Climas do Maranhão: pluviosidade e temperatura
Gradiente climático
| Setor | Chuva e temperatura |
|---|---|
| Norte/litoral | Maior umidade e estação chuvosa mais longa. A ZCIT aumenta a chuva sobretudo em março–abril no norte; maritimidade reduz a amplitude térmica relativa. |
| Leste | Estação chuvosa mais curta, aproximadamente janeiro–maio no estudo regional citado; seca mais longa no segundo semestre. |
| Centro/sul | Chuva concentrada aproximadamente em janeiro–abril; estação seca mais longa e forte aquecimento diurno no interior. |
Mecanismo: baixa latitude → calor persistente; circulação atmosférica + oceano/continente → distribuição desigual da chuva. Brisas, linhas de instabilidade, perturbações nos alísios e convecção também participam; El Niño/La Niña modulam, mas não explicam isoladamente cada episódio.
Âncoras de pluviosidade e temperatura
- Normais 1991–2020 do INMET: referência de longo prazo, não previsão nem média automática do estado.
- São Luís: precipitação anual normal 2.117,1 mm; março 452,8 mm; setembro 2,9 mm.
- Imperatriz: 1.491,9 mm/ano; Carolina: 1.772,1 mm/ano; Balsas: 1.194,7 mm/ano, com julho/agosto quase secos na normal citada.
- Temperaturas médias anuais do estudo de 2023: aproximadamente 26,3 °C–28,4 °C.
- Amplitude = máxima − mínima no mesmo intervalo: amplitude diária não é anual. Litoral: menor oscilação térmica relativa; interior: maior aquecimento na seca.
Classificações e pegadinhas
O mapa do IBGE combina zona climática, temperatura e umidade/duração da seca. No estudo de 2023, Köppen aparece como Am em Turiaçu, Aw em Imperatriz/Carolina/Balsas e Aw’ em São Luís. Aw’ é convenção do estudo, não terceira letra universal de Köppen.
Não confunda: clima × tempo; seca × chuva zero; normal de estação × média estadual; máxima normal × média; IBGE × Köppen. As formações vegetais pertencem à unidade própria.