2. Proposições, conectivos e tabelas-verdade

Reconhecimento de proposições, leitura dos conectivos e do alcance das operações, construção de tabelas-verdade e análise dos valores de fórmulas proposicionais.

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2. Proposições, conectivos e tabelas-verdade

1. Uma frase inteira pode ser falsa mesmo tendo uma parte verdadeira

Considere este cenário hipotético, com uma coleta e um relatório determinados:

  • p: “A coleta terminou.”
  • q: “O relatório está pronto.”

Se a coleta terminou, mas o relatório ainda não está pronto, a frase “a coleta terminou e o relatório está pronto” é falsa. A primeira parte verdadeira não salva a segunda parte falsa.

A lógica sentencial, também chamada proposicional, estuda esse mecanismo: como o valor da afirmação inteira depende dos valores de suas partes e da operação que as liga. Ela não consulta os fatos para descobrir se a coleta terminou; recebe ou considera os valores possíveis e calcula o resultado.

Uma tabela-verdade organiza todas essas possibilidades. Para construí-la, primeiro reconheça as afirmações, depois identifique a operação e seu alcance, e só então calcule.

2. O que pode receber verdadeiro ou falso?

Uma proposição é uma afirmação declarativa que, em contexto determinado, recebe exatamente um valor lógico: verdadeiro ou falso. Nas tabelas, usaremos V e F.

“O número 10 é par” é uma proposição verdadeira; “o número 10 é ímpar” é uma proposição falsa. Ser falsa não impede que uma afirmação seja proposição. Também não é necessário que o candidato saiba seu valor: “o relatório tem 80 páginas” pode ser avaliada, desde que o contexto identifique qual relatório está sendo mencionado.

Esse uso de dois valores exclusivos é chamado bivalência. Na lógica clássica adotada aqui, uma proposição não recebe os dois valores ao mesmo tempo, mantidos o sentido e o contexto.

2.1. Não confunda uma afirmação falsa com uma frase sem valor lógico

Perguntas como “o relatório está pronto?” e ordens como “entregue o relatório” não afirmam algo verdadeiro ou falso. Uma pergunta pode receber resposta; uma ordem pode ser cumprida. Isso não as transforma em proposições.

Uma exclamação pode conter uma afirmação avaliável: em “o relatório finalmente está pronto!”, a afirmação sobre o relatório pode ser representada logicamente. O ponto de exclamação, o número de verbos e a extensão da frase não decidem sua classificação.

Uma sentença aberta contém variável livre: algo ainda não determinado na afirmação. Em x+2=7x+2=7, sem valor atribuído a xx, não há uma afirmação fechada sobre um número específico. Substituir xx por 5 produz uma proposição verdadeira; substituir por 3 produz uma falsa. Também é possível fechar sentenças por expressões como “para todo” e “existe”, mas sua formalização pertence à lógica de predicados, fora deste recorte. A abertura decorre da variável livre, não apenas de ser difícil descobrir o valor.

O contexto também precisa fixar referências e sentidos. “Ele chegou hoje” pode expressar uma proposição quando sabemos quem é “ele” e a que dia “hoje” se refere. Uma ambiguidade precisa ser resolvida antes da formalização; ela não autoriza escolher silenciosamente a leitura mais conveniente.

Um limite diferente aparece no paradoxo do mentiroso: “esta própria frase é falsa”. Se a tratarmos como verdadeira, ela afirma sua falsidade; se a tratarmos como falsa, o que ela afirma passa a ser verdadeiro. Por isso, não a usamos como uma proposição comum com valor estável nesta abordagem bivalente. Isso é diferente de uma afirmação simplesmente falsa, como 10=1110=11.

3. Separe as afirmações, não apenas as palavras

Uma proposição simples, ou atômica, é tratada como uma unidade. Uma proposição composta é construída ao aplicar operações lógicas a uma ou mais proposições. Essas operações são os conectivos.

No cenário hipotético, p e q representam duas afirmações. “A coleta terminou e o relatório está pronto” combina ambas pela conjunção, escrita p∧qp\land q. A negação “a coleta não terminou” é escrita ¬p\neg p.

Não conte mecanicamente palavras “e” ou “ou”. “Ana e Bruno são irmãos”, em um exemplo hipotético, pode ser tratada como uma única relação entre duas pessoas; separar “Ana é irmão” e “Bruno é irmão” perde o sentido da frase. Já “Ana chegou e Bruno saiu” contém duas afirmações ligadas por um conectivo. Uma afirmação sobre relação causal também pode ser tratada como unidade: a palavra “consequência” não cria, sozinha, a estrutura “se… então”.

Cada letra representa uma afirmação completa e mantém o mesmo significado durante o problema. Se q é “o relatório está pronto”, não pode passar a significar “o relatório foi entregue” na metade da resolução.

4. Negação e alcance: qual parte está sendo invertida?

A negação troca verdadeiro por falso e falso por verdadeiro. Os símbolos ¬p\neg p e ∼p\sim p são formas usuais de escrever “não p”.

p¬p\neg p
VF
FV

O alcance é a parte sobre a qual o conectivo atua. Compare:

  • “Não é verdade que a coleta terminou e o relatório está pronto”: ¬(p∧q)\neg(p\land q), negação da afirmação composta inteira.
  • “A coleta não terminou e o relatório está pronto”: (¬p)∧q(\neg p)\land q, negação apenas de p, seguida de conjunção com q.

Para avaliar a primeira, calcule a conjunção e inverta seu resultado. Para avaliar a segunda, inverta p e só então faça a conjunção. Os parênteses delimitam o alcance.

Negar é excluir exatamente a afirmação original. Trocar uma palavra por seu contrário pode não bastar: negar “o relatório tem mais de 80 páginas” é afirmar que ele tem no máximo 80, incluindo a igualdade. Não é apenas afirmar “tem menos de 80”.

5. “E”, “ao menos uma” e “exatamente uma”

A conjunção, p∧qp\land q, exige que as duas partes sejam verdadeiras. Retomando o cenário: para afirmar que a coleta terminou e o relatório está pronto, ambos os requisitos devem passar. Uma parte falsa derruba o conjunto. “Mas” e “embora”, quando ligam duas afirmações nessa leitura proposicional, preservam a exigência das duas; a formalização não registra o tom de contraste ou concessão.

A disjunção inclusiva, p∨qp\lor q, exige ao menos uma parte verdadeira. Se a coleta terminou, a disjunção já é verdadeira, esteja o relatório pronto ou não. Ambas verdadeiras também satisfazem a frase.

A disjunção exclusiva, p⊻qp\veebar q ou p⊕qp\oplus q, exige exatamente uma parte verdadeira. Ela aparece quando o enunciado impõe “ou uma ou outra, mas não ambas”. Com as duas verdadeiras, a inclusiva passa e a exclusiva falha; com as duas falsas, ambas falham. Na leitura usual de prova, “ou” é inclusivo, salvo indicação de exclusividade pelo texto ou contexto.

Agora a tabela sintetiza esses critérios:

pqp∧qp\land qp∨qp\lor qp⊻qp\veebar q
VVVVF
VFFVV
FVFVV
FFFFF

6. Condicional: a situação que quebra a promessa

Leia a condicional p→qp\to q como “se p, então q”. p é o antecedente, a condição apresentada; q é o consequente, aquilo que se afirma sob essa condição.

Use uma promessa hipotética: “se a coleta terminou, então o relatório está pronto”. A promessa é descumprida quando a coleta terminou e o relatório não está pronto. Se a coleta não terminou, a condição da promessa não se realizou; a frase não prometeu que o relatório estaria pronto nesse caso, nem que estaria ausente.

A condicional material é definida por essa regra de valores: só é falsa com antecedente verdadeiro e consequente falso.

pqp→qp\to q
VVV
VFF
FVV
FFV

Assim, antecedente falso ou consequente verdadeiro garantem que a condicional seja verdadeira. Isso não prova que a coleta ocorreu, nem que uma ação causou a outra. A promessa é uma ajuda para entender o único caso proibido; a tabela define uma operação sobre valores, sem exigir causalidade, ordem temporal ou tema comum entre as partes.

6.1. Suficiente e necessário: a seta tem direção

Quando p→qp\to q é aceita como uma regra verdadeira, p basta para garantir q: p é condição suficiente para q. Por outro lado, p não pode ser verdadeira com q falsa sem violar a regra: q é condição necessária para p.

Mas q pode ser verdadeira com p falsa. Portanto, a regra não autoriza inverter a seta.

ExpressãoForma
Se p, então q; p implica qp→qp\to q
p é suficiente para q; q é necessária para pp→qp\to q
p somente se qp→qp\to q
p se qq→pq\to p

Compare, em regras hipotéticas sobre um botão e um sinal:

  • “O sinal acende se o botão é pressionado”: pressionar basta para acender; botão pressionado → sinal aceso.
  • “O sinal acende somente se o botão é pressionado”: pressionar é exigido para acender; sinal aceso → botão pressionado.

“Somente se” apresenta a condição necessária, no lado para o qual a seta aponta.

7. Bicondicional: as duas direções

A bicondicional, p↔qp\leftrightarrow q, é lida “p se e somente se q”. Ela exige a relação nas duas direções: p garante q e q garante p.

Se os valores forem diferentes, uma dessas exigências falhará. Se ambos forem falsos, nenhuma direção terá antecedente verdadeiro e consequente falso. Por isso, a bicondicional é verdadeira quando os valores coincidem, inclusive quando ambos são falsos.

pqp↔qp\leftrightarrow q
VVV
VFF
FVF
FFV

Também pode ser lida “p é condição necessária e suficiente para q”. Ela testa igualdade de valores; a disjunção exclusiva testa diferença.

8. Qual operação vem por último?

Uma fórmula é uma expressão construída com letras proposicionais e conectivos. Uma parte que também forma uma expressão completa é uma subfórmula. Em (p∨q)∧¬r(p\lor q)\land\neg r, primeiro avalie p∨qp\lor q e ¬r\neg r; depois combine seus resultados pela conjunção.

O conectivo que governa a fórmula inteira, aplicado por último, é o conectivo principal. Nesse caso, é a conjunção externa.

Compare p∨(q∧r)p\lor(q\land r) e (p∨q)∧r(p\lor q)\land r. Com p verdadeira e r falsa, a primeira é verdadeira, qualquer que seja q; a segunda é falsa. O agrupamento muda o resultado.

Respeite os parênteses e a convenção de prioridade informada pela prova. Se a escrita abreviada permitir mais de um agrupamento, é preciso fixar a leitura antes do cálculo. Não existe uma escolha livre de parênteses para fazer uma alternativa funcionar.

9. Como construir a tabela completa

Cada letra distinta admite dois valores. Para duas letras, há 2×2=42\times2=4 combinações; para três, 2×2×2=82\times2\times2=8. Com n letras proposicionais distintas, a tabela completa tem 2n2^n linhas.

Repetir uma letra não cria outra proposição: (p∧q)∨(p∧¬q)(p\land q)\lor(p\land\neg q) tem apenas p e q, portanto quatro linhas. Nomear a fórmula inteira por S também não acrescenta uma letra independente a ser contada.

Para evitar linhas repetidas ou ausentes, use blocos. Com três letras, p alterna a cada quatro linhas; q, a cada duas; r, a cada linha:

pqr
VVV
VVF
VFV
VFF
FVV
FVF
FFV
FFF

Outra ordem é válida se cada combinação aparecer uma vez. Depois, dê uma coluna a cada passo necessário e calcule de dentro para fora. Para (p∨q)∧¬p(p\lor q)\land\neg p:

pqp∨qp\lor q¬p\neg p(p∨q)∧¬p(p\lor q)\land\neg p
VVVFF
VFVFF
FVVVV
FFFVF

Na terceira linha, a disjunção é verdadeira porque q é verdadeira, e a negação é verdadeira porque p é falsa. A conjunção de ambos os resultados é verdadeira. Nas duas primeiras linhas, a negação falsa já torna a fórmula inteira falsa.

10. Quando basta uma atribuição — ou um raciocínio de trás para frente

Uma atribuição escolhe um valor para cada letra, correspondendo a uma linha da tabela. Se a prova já fixa os valores, avalie somente essa linha. Por exemplo, em (p→q)↔¬r(p\to q)\leftrightarrow\neg r, com p verdadeira, q falsa e r verdadeira:

  1. a condicional é falsa;
  2. a negação de r é falsa;
  3. a bicondicional de dois valores iguais é verdadeira.

A falsidade de uma parte não torna toda fórmula falsa: o resultado depende do conectivo que a combina com as outras.

Se a prova fornece o valor da fórmula inteira, use o caso decisivo para voltar às partes. Por exemplo, se (p∧q)→r(p\land q)\to r é falsa, seu antecedente é verdadeiro e seu consequente é falso. Portanto, p e q são verdadeiras e r é falsa.

Se uma condicional é verdadeira e seu consequente é falso, o antecedente precisa ser falso. Já saber apenas que ela é verdadeira não permite afirmar que as duas partes sejam verdadeiras: três combinações satisfazem a condicional. Em cada passo, conclua somente os valores que a informação realmente força.

11. O que a última coluna revela?

Depois de considerar todas as atribuições, a fórmula pode ser classificada:

Resultado na coluna finalClassificaçãoExemplo
Verdadeira em todas as linhasTautologiap∨¬pp\lor\neg p
Falsa em todas as linhasContradiçãop∧¬pp\land\neg p
Verdadeira em alguma linha e falsa em outraContingênciap→qp\to q

No primeiro exemplo, p ou sua negação será verdadeira, qualquer que seja o valor de p. No segundo, nunca poderão ser verdadeiras ao mesmo tempo. No terceiro, a linha com p verdadeira e q falsa produz falsidade, mas as demais produzem verdade.

Uma única linha falsa elimina a possibilidade de tautologia, mas não prova contradição. Para provar contingência, basta encontrar uma linha verdadeira e outra falsa; não é necessário haver quantidades iguais dos dois valores.

Essas classificações dizem respeito à estrutura da fórmula sob as atribuições, não ao quanto sabemos sobre os fatos. A tabela constrói os resultados sem precisar transformar a fórmula. O assunto Equivalências e leis de De Morgan desenvolve como obter outras expressões com os mesmos resultados em todas as linhas.

Referências

Referências — Proposições, conectivos e tabelas-verdade

Programa e recorte

  • Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos; Secretaria de Estado da Administração do Maranhão. Edital nº 1 — Perícia Oficial de Natureza Criminal, de 17 de julho de 2026, versão atualizada até o Edital nº 3, de 29 de setembro de 2026. Item 21.2.2, página 60: Raciocínio Lógico e Científico, item 3, lógica sentencial ou proposicional. Este assunto cobre proposições, conectivos e tabelas; as transformações por equivalência têm assunto próprio.

Fundamentos

  • HOSHINO, Edna A. Introdução à Lógica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, fevereiro de 2011. Material de aula; lâminas 3–15 sobre proposições, conectivos e tabelas, lâmina 17 sobre tautologia e contradição e lâmina 29 sobre variáveis e predicados. Consulta aos trechos indicados em 4 de outubro de 2026.
  • MAGNUS, P. D.; BUTTON, Tim; TRUEMAN, Robert; ZACH, Richard. forall x: Calgary. Edição Fall 2025, versão digital c5cb415 de 27 de setembro de 2026. Capítulos 1, seção 1.1, 4, 5, 7, 9, 10, 11, seção 11.2 e 12, seção 12.1: afirmações avaliáveis, formalização, conectivos, ambiguidade, limites da condicional material, construção de tabelas e classificação de fórmulas. Material aberto sob Creative Commons Atribuição 4.0; explicações e exemplos desta aula foram redigidos em português para o recorte do concurso. Consulta aos trechos indicados em 4 de outubro de 2026.
  • BEALL, Jc; GLANZBERG, Michael; RIPLEY, Ellie; ROSSI, Lorenzo. Liar Paradox. Stanford Encyclopedia of Philosophy, edição Fall 2026, publicação inicial em 20 de janeiro de 2011, revisão substancial de 26 de julho de 2026. Introdução e seção 1.1: a frase que declara a própria falsidade e o problema de atribuir-lhe um valor clássico estável. Consulta a esses trechos em 4 de outubro de 2026; as teorias de solução do paradoxo não integram este assunto.

Questões anteriores

Os cadernos e gabaritos abaixo foram confrontados em 4 de outubro de 2026. Questões autorais estão identificadas em questoes.json. Os textos jurídicos usados pelos cadernos são dados do exercício de lógica; não constituem exposição do direito aplicável ao concurso.

  • Fundação Getulio Vargas. Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, Analista Tributário do Tesouro Municipal, Edital nº 01/2024, prova aplicada em 20 de julho de 2024, Tipo 2 — Verde: caderno, questão 16, página 4 e gabarito definitivo, página 1. Condicional verdadeira com consequente falso; questão q2026082802.
  • Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Polícia Federal, Plano Especial de Cargos, Conhecimentos Básicos de nível superior, Edital de 2025, aplicação em 29 de junho de 2025, caderno 094_PF_CB1_01: prova, itens 16–17, página 2 e gabarito oficial definitivo. Contagem de proposições e condicional falsa; questões q52203808 e q52203809.
  • Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Polícia Militar de Santa Catarina, Oficial da Polícia Militar, Edital de 2023, aplicação em 13 de agosto de 2023, caderno 860_PMSC_OFICIAL_OBJ_001_01: prova, questão 67, página 10 e gabarito oficial definitivo. Proposição simples sem decomposição por conectivos; questão q52203812.
  • Fundação Getulio Vargas. Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Analista Legislativo — Economista, Edital nº 01/2025, aplicação em 8 de fevereiro de 2026, Tipo 1 — Branca: caderno, questão 14, página 5 e gabarito definitivo, página 7. Construção de tabela de fórmula com bicondicional; questão q52203815. A tabela gráfica foi transcrita em tabela textual, com as mesmas entradas, e a legenda dos valores foi explicitada.
  • Fundação Getulio Vargas. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, concurso de 2025, Técnico do Poder Judiciário — Área Administrativo-Judiciária, Tipo 1 — Branca: caderno, questão 32, página 8 e gabarito definitivo, Edital nº 08/2026, página 4. Identificação de bicondicional; questão q52203817.

Inspeção individual PER-F02 — 12/10/2026

C/H foram relidos integralmente, com conferência do alcance de negação, tabela de conectivos, implicações se/somente se, número de linhas e tautologia/contradição/contingência; não houve alteração desses materiais. Os 27 itens de Q foram relidos (129 alternativas: 25 questões com cinco opções e dois julgamentos originais do Cebraspe com duas), incluindo gabaritos e explicações. Os seis itens anteriores, entre eles os julgamentos binários C/E, permanecem intactos e explicitamente reconhecidos como formato da prova de origem, diferente das cinco opções da objetiva Generalista.

A ordem física de Q não continha nenhuma chave E e tinha dez respostas C, o que podia oferecer uma pista indevida. Nas cinco autorais q4969, q4973, q4977, q5009 e q5012, foram permutados somente os textos da correta e de um distrator, com correctOptionId e revisão individual acompanhando; questionSetRevision: 6→7. Gabaritos antes A6/B6/C10/D5/E0, depois A6/B5/C6/D5/E5. Enunciados, explicações, cinco textos de cada questão, IDs e origin preservados; nenhuma questão anterior alterada. Também corrigido o título principal deste arquivo, antes iniciado diretamente em subtítulo de nível 2. As fontes e limites de consultas de 04/10 permanecem identificados; não se atribui nova leitura integral das provas, do livro ou dos artigos à inspeção.

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