2. Invasão e expulsão dos holandeses do Maranhão

Contexto atlântico, conquista de São Luís, lógica da ocupação neerlandesa, resistência local e expulsão entre 1641 e 1644.

Invasão e expulsão dos holandeses do Maranhão

Chave: conquistar São Luís em 1641 não era controlar rios, abastecimento e interior; a resistência que começou em 1642 tornou essa distância decisiva até 1644.

MarcoQuem e ondeO que mudou
1641 — conquistaExpedição da WIC toma São Luís; Jan Cornelisz Lichthart comanda a força naval, Koin Anderson integra o comando militar; Bento Maciel Parente é capturado.A capital e o porto caem, sem domínio estável de toda a capitania. Maurício de Nassau governava o Brasil neerlandês, mas não comandou pessoalmente a frota.
1642 — sublevaçãoResistência aberta no vale do Itapecuru, com liderança inicial de Antônio Muniz Barreiros Filho e participação coletiva.Disputa de propriedades, rios, caminhos e suprimentos fora do núcleo ocupado.
1643 — continuidadeMuniz morre; Antônio Teixeira de Melo ganha destaque.A guerra prossegue e posições neerlandesas são perdidas; ainda não é a expulsão.
1644 — expulsãoResistentes recuperam o Maranhão; o Conselho Ultramarino já registra o fato em julho e atribui serviços da reconquista a Teixeira de Melo.Fim do domínio político-militar neerlandês e restabelecimento do governo português. 28 de fevereiro é data tradicional da retirada final; retenha antes o ano e o evento.

Por que veio uma frota neerlandesa após 1640?

União Ibérica (1580–1640) → possessões portuguesas entram no conflito com as Províncias Unidas → WIC (criada em 1621) usa a base de Pernambuco, ocupada desde 1630 → Maranhão em 1641. A Restauração portuguesa de 1640 não desfez imediatamente operações militares e interesses ultramarinos.

O interesse não se resumia ao açúcar: porto e fortificações, rotas do litoral norte e da Amazônia, rios, produção regional e alianças locais importavam. Projeto de explorar não significa que toda exploração tenha se realizado. A companhia precisava sustentar guarnições e circular por redes fluviais que a posse da capital não garantia.

Povos indígenas: neerlandeses e portugueses buscaram combatentes, canoas, guias, alimentos e informação. Comunidades negociavam alianças e não compunham um bloco homogêneo. A perda dessas redes agravava a fragilidade da ocupação.

Distinga o Maranhão de Pernambuco

MaranhãoPernambuco
Tomada 1641 → resistência 1642 → expulsão 1644Ocupação desde 1630 → Insurreição 1645 → fim do domínio 1654

A resistência maranhense precede a Insurreição Pernambucana. Uma gravura neerlandesa liga bombardeio e conquista a 30/10/1641, enquanto narrativas datam etapas em novembro; sem indicação do ato específico, 1641 é o marco seguro da tomada.