Revisão rápida — Maranhão, 1951–2000
Cinco âncoras
- 1951: Greve de 1951 = crise eleitoral + mobilização multiclassista em duas fases; desgasta o vitorinismo, mas não o encerra.
- 1965: José Sarney vence a eleição; é a ruptura eleitoral decisiva da hegemonia vitorinista. Posse: 1966.
- 1969–1971: política fundiária, pecuarização e colonização ampliam a disputa por terra e território.
- 1980–1986: Programa Grande Carajás; Alumar (1984), EFC (1985) e Ponta da Madeira (1986) consolidam o corredor exportador.
- 1988–2000: nova ordem constitucional, reorganização política, movimentos territoriais e Maranhão majoritariamente urbano no Censo 2000.
Política
- Vitorinismo = rede de poder, não governo pessoal contínuo de Vitorino Freire.
- 1951 ≠ 1965: greve produz desgaste; 1965 rompe a hegemonia eleitoral.
- Ditadura: ARENA × MDB; duas siglas não eliminam facções.
- Eleição direta para governador volta em 1982.
- 1994: Roseana Sarney vence no 2º turno.
- Emenda Constitucional nº 16/1997 permite uma reeleição consecutiva.
- 1998: Roseana é reeleita no 1º turno.
Economia e território
- 1959: SUDENE inclui o Maranhão.
- Modernização conservadora: mudança técnica e produtiva sem transformação equivalente da concentração de terra e das desigualdades.
- Porto do Itaqui = porto público; Ponta da Madeira = terminal do corredor mineral; Alumar = complexo industrial/portuário próprio.
- Programa Grande Carajás ≠ mina maranhense: mineração central no Pará; Maranhão funciona como corredor ferroviário, industrial e portuário.
- 1997: privatização da Companhia Vale do Rio Doce.
- 2000: controle da companhia elétrica estadual passa ao setor privado.
Sociedade
- Urbanização e migrações acompanham rodovias, serviços, grandes projetos e conflitos fundiários.
- Constituição de 1988 amplia direitos, mas reconhecimento jurídico ≠ efetivação automática.
- Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão: 1989.
- Quebradeiras: encontro interestadual 1991; consolidação do movimento em 1995; Babaçu Livre em Lago do Junco 1997.
- Censo 2000: Maranhão com 59,51% da população em situação urbana.
Relações que a prova pode inverter
- infraestrutura maior não implica inclusão social automática;
- urbanização maior não elimina agricultura, extrativismo ou conflitos rurais;
- proximidade de instalações portuárias não as torna sinônimas;
- direitos constitucionais não significam implementação imediata;
- fatos na mesma década podem coexistir sem serem causa direta uns dos outros.
Cadeia para recuperar o período
poder → políticas de integração e terra → transformação produtiva/logística → deslocamentos e conflitos → organização social → novas disputas políticas