Malha viária, portos e aeroportos
Reconheça a rede e preserve suas identidades
Origem → via de acesso → conexão → terminal → destino. A malha é a infraestrutura; o serviço e os fluxos foram tratados no Assunto 092. Jurisdição de uma rodovia, administração de seu trecho e eventual concessão são relações diferentes. Planejada não significa aberta; implantada não garante pavimento; pavimentada não implica duplicação ou bom estado.
| Eixo federal | Associação territorial |
|---|---|
| BR-010 | Açailândia → Imperatriz → Estreito |
| BR-135 | São Luís → continente → interior |
| BR-222 | Chapadinha → Santa Inês → Açailândia |
| BR-226 | Timon → Presidente Dutra → Grajaú / Porto Franco |
| BR-230 | sul maranhense, eixo Transamazônica |
| BR-316 | Santa Inês → Bacabal → Caxias / Piauí |
| BR-402 | Bacabeira → Barreirinhas / Lençóis |
O mapa do DNIT de fevereiro de 2026 registra 3.512,2 quilômetros da malha sob sua administração no Maranhão; não é a soma de todas as rodovias federais, estaduais e municipais nem quilômetros-pista. Evite dupla contagem de trechos fisicamente coincidentes.
Ferrovias: conexão não é fusão
| Linha | Papel e limite |
|---|---|
| EFC, Vale | Carajás → São Luís → Ponta da Madeira; também mantém trem de passageiros |
| FNS, subconcessão | liga-se à EFC em Açailândia; o acesso portuário se faz pela conexão, não pela transformação em uma ferrovia só |
| FTL, Malha Nordeste | inclui São Luís–Teresina; distinta do projeto Nova Transnordestina |
As extensões regulatórias descrevem concessões multiestaduais: a EFC abrange Pará e Maranhão; os 744,5 quilômetros do Tramo Norte da FNS abrangem Maranhão e Tocantins. Não atribua esses totais ao estado isoladamente.
Três instalações na zona portuária de São Luís
| Instalação | Natureza | Vínculo |
|---|---|---|
| Itaqui | porto organizado público, sob autoridade da EMAP por delegação federal | multipropósito; área de influência econômica ultrapassa o Maranhão |
| Ponta da Madeira | TUP da Vale, fora do porto organizado | conectado à EFC e ao minério extraído em Carajás, Pará |
| Alumar | TUP do complexo industrial | recebe insumos, inclusive bauxita, e escoa produtos da cadeia de alumina e alumínio |
Porto organizado é bem público sob autoridade portuária; TUP é instalação autorizada fora de sua área; arrendamento diz respeito à exploração de área dentro do porto. “Complexo portuário” é um agregado geográfico, não uma quarta instalação. A EMAP administra o Itaqui, não os dois terminais vizinhos. Tonelagem movimentada em terminal é fluxo, não capacidade portuária, produção mineral maranhense ou valor exportado.
Aeroportos e indicadores
Aeródromo é área de pouso, decolagem e movimentação de aeronaves; aeroporto é aeródromo público com instalações de apoio. Em São Luís, o Marechal Hugo da Cunha Machado usa código IATA SLZ e ICAO SBSL; em Imperatriz, o Prefeito Renato Moreira usa IMP e SBIZ, respectivamente. O cadastro da ANAC usa outra família: MA0001 e MA0002. A Concessionária do Bloco Central é identificada nos certificados operacionais anteriores ao corte de 4 de agosto de 2026; operador certificado, controladora e marca são camadas distintas.
Cadastro ativo não garante voo comercial regular; rota anunciada não é voo realizado. Movimento de aeronave (pouso/decolagem), passageiros e massa de carga são campos diferentes. Antes de comparar eixos ou terminais, identifique jurisdição, operador, território, período e métrica.