Adesão do Maranhão à República e Revolução de 1930

Instalação da República no Maranhão, conflito de 17 de novembro de 1889, Junta Provisória, federalismo e Revolução de 1930 no estado.

Adesão do Maranhão à República e Revolução de 1930

Fórmulas mentais

1889=15/11 (Rio)+17/11 (conflito)+18/11 (Junta)1889 = 15/11\ (\text{Rio}) + 17/11\ (\text{conflito}) + 18/11\ (\text{Junta}) 1930=oposic¸a˜o+24º BC+8/10 (Junta)+interventoria1930 = \text{oposição} + 24º\ BC + 8/10\ (\text{Junta}) + \text{interventoria}

1889: datas que não se confundem

DataMarco
13 maio 1888Abolição
15 nov. 1889proclamação nacional
16 nov.O Globo divulga telegrama
17 nov.manifestação negra e repressão
18 nov.proclamação formal e Junta no Maranhão
22 nov.retirada de símbolos monárquicos
17 dez.Pedro Tavares Júnior assume

Massacre dos Libertos

  • Local: São Luís, diante do jornal republicano O Globo.
  • Sujeitos: libertos, homens de cor, trabalhadores e cidadãos do 13 de Maio.
  • Motivo: temor de perda da liberdade após a queda da Monarquia.
  • Contexto: Abolição recente e persistência de coerção escravista.
  • Repressão: tropas abriram fogo.
  • Número oficial: quatro mortos e vários feridos.
  • Estimativas maiores exigem qualificação.
  • Resultado historiográfico: raça como fronteira da cidadania republicana.

Versão oficial x experiência social

Fonte oficial de 18 nov.Historiografia do pós-Abolição
mudança “sem abalo da ordem”manifestação e mortes em 17 nov.
celebra transição institucionalrecupera agência política negra
lista atos da Juntaanalisa repressão e silenciamento

As duas fontes tratam momentos e perspectivas diferentes; não apague nenhuma.

Junta de 1889

Ofício do APEM lista:

  • João Luís Tavares;
  • José Francisco de Viveiros;
  • Francisco Xavier de Carvalho;
  • José de Lourenço da Silva Milanês;
  • Cândido Floriano da Costa Barreto;
  • Augusto Frutuoso Monteiro da Silva.

Algumas obras incluem Belfort Duarte e falam em sete membros. Atribua a lista ao documento usado.

Atos republicanos

  • Último presidente provincial: Tito Augusto Pereira de Matos.
  • 22 nov.: retirada de coroas, bandeiras, retratos e insígnias.
  • Adesões do interior ocorreram gradualmente.
  • 17 dez.: Pedro Augusto Tavares Júnior assume por nomeação federal.
  • Província torna-se estado; não uma república independente.

Federalismo e limites

  • Constituição federal: 24 fev. 1891.
  • Constituição maranhense: 4 jul. 1891.
  • Autonomia estadual formal ampliada.
  • Presidencialismo e separação de Poderes.
  • Analfabetos e mulheres sem voto.
  • Sem integração social ampla dos libertos.
  • Federalismo não equivale a democracia universal.

Facções antes de 1930

GrupoReferência
magalhãesistassituação de Magalhães de Almeida
marcelinistasoposição de Marcelino Machado
tarquinistasoposição de Tarquínio Lopes Filho

Não antecipar Vitorinismo ou Greve de 1951.

Eleições de 1930

  • Data: 1º mar. 1930.
  • Júlio Prestes venceu oficialmente no Maranhão.
  • Aliança Liberal: Vargas e João Pessoa.
  • Tarquinistas e marcelinistas apoiaram oposição.
  • Fraude/coerção limitam interpretação dos resultados.
  • Magalhães de Almeida deixou o governo em 1º mar.
  • José Pires Sexto governou de 1º mar. a 8 out.

Revolução no Maranhão

  • Revolução nacional: 3 out. 1930.
  • Deflagração local: 7-8 out.
  • 24º Batalhão de Caçadores: núcleo militar.
  • Reis Perdigão: articulador e chefe civil.
  • Tarquínio Lopes Filho: liderança oposicionista.
  • 8 out.: queda de Pires Sexto e início da Junta.

Junta de 1930

IntegrantePapel
José Maria Reis Perdigãocivil
Celso Reis de Freitastenente
José Ribamar Campostenente
  • Período: 8 out. a 14 nov. 1930.
  • Luso Torres não integrou a Junta; assumiu depois como interventor.

Sequência de poder

  1. José Pires Sexto: até 8 out.
  2. Junta: 8 out.-14 nov.
  3. José Luso Torres: interventor.
  4. Reis Perdigão: interino desde 27 nov.
  5. Astolfo Serra: desde 9 jan. 1931.

Efeitos imediatos

  • queda do governo eleito;
  • enfraquecimento do magalhãesismo;
  • substituição de autoridades;
  • reorganização administrativa;
  • Junta e interventorias;
  • centralização na relação com Vargas;
  • recomposição de elites, não democratização completa.

1889 x 1930

18891930
queda da Monarquiaqueda da ordem situacionista
Tito de MatosJosé Pires Sexto
Junta em 18 nov.Junta em 8 out.
conflito racial pós-Aboliçãolevante civil-militar
província vira estadoestado recebe interventores

Pegadinhas

  • República nacional em 15 nov.; adesão formal local em 18 nov.
  • Massacre em 17 nov.; quatro mortos oficiais.
  • Libertos defendiam a liberdade, não a escravidão.
  • “Sem abalo” é versão administrativa, não descrição total.
  • Tito de Matos, não José Bento, era o último presidente provincial.
  • Magalhães de Almeida não foi deposto em outubro.
  • Pires Sexto foi o governador deposto.
  • Reis Perdigão e Tarquínio apoiaram tenentismo e Revolução.
  • 7 e 8 out. podem indicar etapas distintas.
  • Luso Torres veio depois da Junta.