Coesão textual: referenciação, conectores e sequenciação
Considere o exemplo hipotético que servirá de fio condutor; os demais exemplos do capítulo também são construídos para fins didáticos:
O tribunal divulgou um relatório sobre as compras. O documento apontou falhas de planejamento; por isso, a comissão pediu revisão. Essa medida, contudo, não suspendeu os contratos.
Para compreender o trecho, o leitor faz operações que quase nunca percebe conscientemente:
- reconhece que
o documentoretoma e recategorizaum relatório; - entende que
essa medidanão aponta para uma palavra isolada, mas para o pedido de revisão; - lê
por issocomo passagem da falha para uma consequência; - lê
contudocomo quebra da expectativa de que a revisão suspendesse os contratos.
Essas pistas formam a coesão: a rede de ligações que permite acompanhar referentes, relações e etapas do texto. Ela funciona como um sistema de navegação. A pergunta central não é apenas “qual palavra aparece?”, mas o que ela liga, a que remete e que percurso de sentido constrói.
1. O texto precisa manter o fio e avançar
A coesão cumpre duas tarefas complementares:
- continuidade — mantém acessíveis pessoas, objetos, fatos e tópicos já introduzidos;
- progressão — acrescenta informação e mostra como uma parte se relaciona com a seguinte.
No exemplo inicial, um relatório → o documento mantém um objeto em foco; por isso e contudo fazem a argumentação avançar em direções diferentes.
Uma sistematização clássica distingue referência, substituição, elipse, conjunção e coesão lexical. A lista é útil, mas não deve ser decorada como cinco gavetas independentes. Em um texto real, vários mecanismos trabalham juntos. A referenciação também pode ser observada como processo dinâmico: o texto introduz, mantém, transforma e abandona objetos de discurso conforme desenvolve o tópico.
Coesão e coerência
Coerência é a possibilidade de construir um sentido global compatível com o contexto, o gênero e o propósito comunicativo. Coesão e coerência colaboram, mas não são sinônimas.
A reunião será em Brasília. Brasília é uma capital. Minha irmã mora em Brasília.
A repetição de Brasília cria ligação lexical, mas as frases não compõem uma progressão pertinente sem contexto adicional. Inversamente, o leitor pode inferir relações não marcadas expressamente e ainda construir coerência. Por isso, a presença de pronome ou conector não garante, sozinha, que o conjunto faça sentido.
Em itens de reescrita, verifique separadamente: correção gramatical, referente, relação de sentido, alcance, coerência e efeito argumentativo.
2. Cadeias referenciais: como o texto mantém seus objetos
Quando o texto fala de uma entidade pela primeira vez e depois volta a ela, forma-se uma cadeia referencial:
Uma comissão especial examinou o processo. O colegiado ouviu os responsáveis. Ele aprovou o relatório.
Há três movimentos:
uma comissão especialintroduz o objeto de discurso;o colegiadoo mantém e recategoriza, destacando sua natureza coletiva;eleo retoma por pronome.
O referente é a pessoa, objeto, fato, conceito ou porção de discurso a que uma expressão remete. O antecedente é a expressão textual que serve de pista para identificar esse referente em determinado caso. Os termos não são equivalentes: um pronome pode ter antecedente expresso, mas uma expressão também pode depender de conhecimento contextual ou retomar uma situação inteira.
O antecedente não é escolhido apenas pela proximidade
A auditora apresentou o parecer à diretora. Em seguida, ela solicitou nova diligência.
Ela é compatível, em gênero e número, com a auditora e a diretora. O nome mais próximo não vence automaticamente. É necessário combinar:
- concordância;
- função e papel semântico, isto é, quem pode praticar ou sofrer a ação descrita;
- compatibilidade com o predicado;
- continuidade do tópico;
- conhecimento ativado pelo contexto.
Sem informação adicional, o exemplo é ambíguo. Se a precisão for necessária, a repetição controlada resolve: Em seguida, a diretora solicitou nova diligência. Em textos técnicos, repetir o termo certo pode ser melhor que variar por elegância.
O mesmo cuidado vale para possessivos:
A gerente informou à assessora que seu relatório seria revisto.
Seu pode remeter à gerente ou à assessora. Se o relatório for da assessora, o relatório da assessora sacrifica concisão, mas fixa o referente.
3. Para trás, para a frente ou para fora do texto
Quando a pista está no próprio texto, a referência é endofórica. Ela pode olhar para trás ou preparar algo que ainda virá. Quando depende da situação comunicativa externa, é exofórica.
Anáfora direta
Retoma um objeto já introduzido:
O parecer foi entregue. Ele será lido amanhã.
Ele e o parecer apontam para o mesmo referente; há correferência.
Anáfora indireta ou associativa
Ativa um referente novo por meio de uma âncora anterior:
A comissão entrou no prédio. A recepção estava vazia.
A recepção não é outro nome para o prédio. O prédio funciona como âncora para que o leitor introduza uma parte ou setor tipicamente associado a ele. A interpretação depende de inferência e conhecimento compartilhado, não de repetição literal.
Catáfora
Anuncia um conteúdo que será especificado depois:
Só uma providência é indispensável: reexaminar os contratos.
A expressão uma providência recebe conteúdo no segmento posterior. Demonstrativos também podem exercer essa função: Isto é essencial: preservar as provas.
Exófora
Aponta para a situação exterior ao texto:
Deixe estes documentos ali.
Sem ambiente compartilhado, gesto ou informação anterior, não se sabe quais documentos nem qual lugar. A construção pode funcionar numa interação presencial, mas é insuficiente em um documento que precise ser autônomo.
| Funcionamento | Direção | Pergunta útil |
|---|---|---|
| anáfora direta | para elemento anterior | as expressões apontam para o mesmo referente? |
| anáfora indireta | para âncora anterior | que associação permite introduzir o novo referente? |
| catáfora | para conteúdo posterior | que trecho completa a expressão ainda vaga? |
| exófora | para a situação externa | que dado fora do texto é necessário? |
Não aplique mecanicamente a fórmula este = catáfora e esse = anáfora. Demonstrativos podem retomar, antecipar ou apontar para a situação; a direção precisa ser demonstrada no contexto.
Expressões comparativas também orientam a cadeia. O mesmo relatório tende a preservar identidade; outro relatório introduz, em regra, exemplar diferente da mesma classe. Continuidade temática não significa correferência.
4. Repetir, recategorizar e resumir
A coesão lexical mantém o tópico por escolhas vocabulares relacionadas. A melhor escolha depende do grau de precisão necessário.
Repetição pode ser funcional
O contrato define metas. O contrato estabelece indicadores. O contrato distribui responsabilidades.
A repetição preserva o tópico e evita que ele seja confundido com metas ou indicadores. Só se torna defeituosa quando não há avanço informacional, produz monotonia evitável ou ocupa o lugar de uma relação que deveria ser explicitada.
Recategorização não é troca aleatória de sinônimos
O tribunal publicou o acórdão. A Corte esclareceu os fundamentos da decisão.
Tribunal e Corte podem designar a mesma instituição nesse contexto. A segunda expressão, porém, não precisa ser sinônimo perfeito em todos os usos; basta que a identidade referencial e a perspectiva escolhida sejam sustentadas pelo texto.
O mesmo cuidado vale para relações hierárquicas:
Foram examinados vários documentos: contratos, atas e termos aditivos.
Documentos é termo mais geral, um hiperônimo; os itens enumerados são hipônimos naquele recorte. Trocar o específico pelo geral pode apagar informação; trocar o geral pelo específico pode acrescentar algo que o texto não autorizou.
Encapsulamento: retomar uma porção inteira
A unidade não publicou os dados nem justificou a omissão. Isso comprometeu a transparência.
Isso alcança o conjunto das duas condutas. Formas como essa decisão, tal situação, esses fatos e diante desse quadro transformam uma oração, uma sequência ou até vários parágrafos em objeto de comentário. São encapsuladores.
O encapsulador não é neutro. Compare:
essa ocorrência— designação relativamente descritiva;essa irregularidade— já classifica negativamente o fato;essa fraude— atribui categoria ainda mais específica e exige apoio no contexto.
Nominalização
A comissão decidiu suspender a contratação. A decisão surpreendeu os fornecedores.
A decisão converte o processo expresso pelo verbo em entidade sobre a qual se pode dizer algo. A nominalização favorece a progressão, mas pode deixar menos visíveis agente, tempo, modalidade ou aspecto. Uma reescrita nominal não é automaticamente equivalente a qualquer formulação verbal.
5. Referência, substituição e elipse: operações próximas, não idênticas
Compare quatro mecanismos:
O parecer chegou. Ele será lido.
Preciso de uma cópia do parecer. Você tem uma?
A equipe revisou os autos, e a relatora também o fez.
A primeira unidade analisou contratos; a segunda, convênios.
No primeiro caso, ele orienta o leitor para o referente o parecer: há referência. No segundo, uma ocupa o lugar da expressão recuperável uma cópia do parecer: há substituição nominal. No terceiro, o fez substitui o predicado revisou os autos: há substituição verbal. No quarto, o verbo não aparece no segundo segmento, mas pode ser recuperado: há elipse.
Alguns materiais empregam substituição pronominal em sentido amplo para certas retomadas. Quando a questão exigir terminologia estrita, observe a classificação adotada; quando perguntar pelo efeito, descreva a operação concreta.
A elipse economiza palavras apenas se a recuperação for segura. O mesmo vale para a substituição: é preciso identificar exatamente a unidade retomada. Se duas reconstruções forem plausíveis, surgiu ambiguidade, não eficiência coesiva.
6. Pronomes relativos: conectar e retomar ao mesmo tempo
O pronome relativo funciona como uma dobradiça: liga uma oração a um nome anterior e desempenha função dentro da oração que introduz.
O programa atende regiões de clima diverso que exigem soluções específicas.
O antecedente de que é regiões de clima diverso, não clima. Além da concordância plural do verbo exigem, o sentido favorece regiões como entidades que demandam soluções. Para testar, reconstrua a oração relativa: as regiões exigem soluções específicas.
Esse procedimento reúne quatro verificações:
- delimitar a oração relativa;
- propor o antecedente;
- recolocá-lo na posição do relativo;
- conferir função, concordância, regência e plausibilidade semântica.
Outros casos frequentes:
o procedimento **ao qual** a unidade aderiu— a preposição vem da regência deaderir a;a empresa **cujo contrato** foi rescindido—cujoexpressa posse, concorda comcontratoe não admite artigo depois dele;o setor **onde** ocorreu a inspeção—onderetoma lugar; para antecedente não locativo, formas comoem queouno qualcostumam ser mais adequadas.
A descrição completa das orações relativas pertence à subordinação; aqui, o ponto essencial é não romper a cadeia referencial ao localizar ou substituir o relativo.
7. Conectores: a relação vem antes do rótulo
Um conector não carrega valor isolado e imutável. Ele orienta a relação entre proposições concretas. Veja como um mesmo cenário pode ser organizado:
A sessão foi adiada porque faltava quórum.
Faltava quórum; por isso, a sessão foi adiada.
Não há quórum; portanto, a sessão deve ser adiada.
Adie a sessão, pois não há quórum.
As frases se aproximam tematicamente, mas não fazem exatamente o mesmo trabalho:
porqueapresenta a falta de quórum como causa do adiamento;por issoapresenta o adiamento como consequência;portantomarca uma conclusão ou inferência do enunciador;poisfundamenta uma ordem e funciona como explicação ou justificativa.
A distinção depende da arquitetura do enunciado. Uma causa relaciona estados de coisas; uma justificativa sustenta uma afirmação, ordem, avaliação ou inferência. Uma consequência é apresentada como efeito; uma conclusão é formulada como resultado do raciocínio.
Contraste: oposição e concessão
O prazo era curto, mas a equipe concluiu a análise.
Embora o prazo fosse curto, a equipe concluiu a análise.
As duas construções contrariam a expectativa de que o prazo curto impediria a conclusão. Contudo, mas coordena segmentos, enquanto embora introduz uma circunstância concessiva e normalmente seleciona o subjuntivo. Preservar a ideia geral de contraste não dispensa ajustar sintaxe, modo verbal e pontuação.
Relações recorrentes
Depois de compreender o critério, a tabela serve como mapa de reconhecimento:
| Relação | Pergunta que ajuda a reconhecê-la | Marcas frequentes |
|---|---|---|
| adição | acrescenta dado na mesma direção? | e, também, além disso, bem como, não só... como também |
| alternância | apresenta escolha ou revezamento? | ou... ou, ora... ora |
| oposição | contrapõe ou restringe o segmento anterior? | mas, porém, contudo, entretanto |
| concessão | admite um obstáculo que não impede o resultado? | embora, ainda que, mesmo que, mesmo assim, apesar de |
| causa ou justificativa | apresenta razão do fato ou fundamento do dizer? | porque, já que, visto que, dado que, pois, como |
| consequência ou conclusão | apresenta efeito ou inferência? | por isso, de modo que, portanto, logo, por conseguinte, assim |
| condição ou finalidade | estabelece requisito ou objetivo? | se, caso, desde que, contanto que; para que, a fim de que |
| tempo ou proporção | ordena no tempo ou correlaciona variações? | quando, em seguida; à medida que, quanto mais... mais |
| comparação ou conformidade | aproxima termos ou indica modelo seguido? | como, assim como; conforme, segundo |
Em À medida que os dados eram conferidos, diminuía o número de inconsistências, as duas variações são apresentadas como correlatas. A simultaneidade temporal pode estar presente, mas o valor central é proporcional.
Formas polifuncionais
O contexto pode especializar formas muito comuns:
esoma emrevisou e assinou, mas sugere consequência emo sistema falhou, e o atendimento foi interrompido;comopode indicar causa (Como faltava quórum...), comparação ou conformidade;jápode marcar tempo ou contraste (o primeiro reduz custos; já o segundo amplia controles);assimpode indicar modo ou introduzir consequência/conclusão;entãopode ordenar acontecimentos e também sugerir resultado;poispode explicar ou concluir.
No valor conclusivo, pois costuma aparecer posposto a algum termo da oração:
O ato contém vício; deverá, pois, ser revisto.
No valor explicativo ou justificativo, introduz a razão:
Reveja o ato, pois ele contém vício.
Posição e pontuação ajudam, mas a relação entre os segmentos confirma a leitura.
8. Alcance: uma palavra pode ligar muito mais que a frase vizinha
Considere dois parágrafos hipotéticos que descrevam falhas de planejamento e de execução. O seguinte começa assim:
Diante desse quadro, recomenda-se revisar o processo.
A expressão pode encapsular os dois parágrafos, não apenas a última palavra do período anterior. O alcance de um mecanismo coesivo pode abranger:
- termos da mesma oração;
- orações de um período;
- períodos sucessivos;
- um ou vários parágrafos;
- uma inferência construída a partir do bloco anterior.
Proximidade gráfica é pista, não prova. Para determinar o alcance, substitua mentalmente a forma por uma paráfrase explícita e verifique se todo o conteúdo necessário foi preservado.
Outros elementos de sequenciação
Nem toda sequência é uma relação lógica como causa ou oposição. O texto também orienta o leitor:
- no tempo:
inicialmente,em seguida,por fim; - no espaço do documento:
acima,abaixo,no quadro seguinte; - na organização da exposição:
quanto a,em síntese,por outro lado.
Essas expressões não são ornamentos. Em síntese anuncia condensação; por outro lado introduz contraponto ou mudança de perspectiva e não equivale a além disso.
Paralelismo torna a sequência reconhecível
Em enumerações, estruturas equivalentes ajudam o leitor a perceber que os membros pertencem à mesma série:
O parecer recomendou reduzir despesas, ampliar controles e revisar contratos.
Os três membros seguem a mesma forma verbal. Misturar reduzir despesas, a ampliação de controles e que se revisem contratos pode manter uma ideia geral, mas enfraquece a simetria e pode produzir erro sintático. O estudo completo do paralelismo pertence à coordenação e à reescrita; aqui, ele importa como recurso para ordenar e interpretar sequências.
9. Progressão temática: informação conhecida encontra informação nova
Um texto coeso não apenas repete seu tema. Ele conserva pistas suficientes para o leitor e acrescenta algo relevante a cada passo.
Compare os extremos:
O plano define metas. O plano define metas. O plano define metas.
Há continuidade formal, mas não há avanço.
O plano define metas. Choveu ontem. A comissão mudou de sala.
Há novidade, mas falta um vínculo que organize o percurso.
Entre esses extremos, três padrões ajudam a observar a progressão:
| Padrão | Movimento | Exemplo hipotético |
|---|---|---|
| tema constante | o mesmo tópico recebe informações novas | O plano define metas. O plano distribui responsabilidades. O plano estabelece indicadores. |
| progressão linear | informação nova vira o tema seguinte | A auditoria encontrou uma falha. A falha exigiu diligência. A diligência produziu novas provas. |
| tema derivado | um tópico geral se desdobra em subtópicos | A fiscalização envolve planejamento e execução. O planejamento define metas; a execução verifica procedimentos. |
Os padrões são instrumentos de leitura, não fórmulas obrigatórias. Textos reais os combinam. O diagnóstico decisivo é verificar se cada segmento recupera algo relevante e acrescenta informação compatível com o projeto global.
10. Como resolver itens de coesão e reescrita
Trabalhe da relação para a palavra, não da palavra para uma lista decorada:
- Leia antes e depois do trecho destacado. O referente ou a relação pode ultrapassar o período.
- Localize as unidades ligadas. Descubra se a forma relaciona palavras, orações, períodos ou parágrafos.
- Reconstrua o conteúdo recuperado. Explicite o referente, a âncora, o termo substituído, o elemento elíptico ou o bloco encapsulado.
- Nomeie a relação no contexto. Pergunte se há soma, contraste, razão, efeito, inferência, condição, finalidade, tempo ou outra orientação.
- Teste a forma final. Confira concordância, regência, modo verbal, pontuação, posição e paralelismo na medida necessária à troca.
- Compare sentido, alcance e foco. Uma frase pode permanecer gramatical e alterar a cadeia referencial ou a direção argumentativa.
- Confira a progressão global. A nova redação mantém o fio, acrescenta informação e continua coerente?
Na produção discursiva, aplique o mesmo método ao revisar: repita o termo técnico quando o pronome for ambíguo; escolha encapsuladores que representem exatamente o bloco anterior; use conectores apenas quando houver relação real; faça cada parágrafo retomar algo pertinente e avançar.
11. Fronteiras do assunto
Coesão usa recursos gramaticais e lexicais, mas não substitui o estudo sistemático deles. Classes de palavras, tempos e modos verbais, coordenação, subordinação, pontuação, concordância, regência, colocação pronominal e reescrita têm recortes próprios. Aqui, esses conhecimentos entram como instrumentos para responder às perguntas centrais: qual elemento está sendo acompanhado, que relação une as partes e como o texto progride sem perder o fio?
Referências
- CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA EM AVALIAÇÃO E SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CEBRASPE). Edital nº 1 — TCE/MA, de 6 de julho de 2026. Programa de Língua Portuguesa do Cargo 1. Disponível no edital do TCE/MA no Cebraspe (PDF). Acesso em: 17 jul. 2026.
- KOCH, Ingedore Grünfeld Villaça. A coesão textual. 22. ed. São Paulo: Contexto, 2010. ISBN 9788585134464. Dados bibliográficos disponíveis no acervo da Biblioteca Virtual. Acesso em: 17 jul. 2026.
- KOCH, Ingedore Grünfeld Villaça; TRAVAGLIA, Luiz Carlos. A coerência textual. 18. ed. São Paulo: Contexto, 2010. Dados bibliográficos disponíveis no acervo da Biblioteca Virtual. Acesso em: 17 jul. 2026.
- MARCUSCHI, Luiz Antônio. Referenciação e progressão tópica: aspectos cognitivos e textuais. Cadernos de Estudos Linguísticos, v. 48, n. 1, p. 7–22, 2006. Disponível na página do artigo na Unicamp. Acesso em: 17 jul. 2026.
- MARCUSCHI, Luiz Antônio. Anáfora indireta: o barco textual e suas âncoras. Revista Letras, v. 56, 2001. DOI 10.5380/rel.v56i0.18415. Disponível na página do artigo na UFPR. Acesso em: 17 jul. 2026.
- CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Teoria e análise linguística: anáforas indiretas e relações lexicais. Revista do GELNE, v. 4, n. 1, 2002. Disponível no repositório institucional da UFC. Acesso em: 17 jul. 2026.
- FIGUEIRA, Aura. O pois conclusivo. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 10 maio 2018. Disponível na resposta sobre o emprego conclusivo de pois. Acesso em: 17 jul. 2026.
- CEBRASPE. CNMP 2023: justificativas de alteração do gabarito. Item 70. Disponível no documento oficial de justificativas. Acesso em: 17 jul. 2026.
- CEBRASPE. SEFAZ/SE 2025: justificativas de alteração do gabarito. Questão 3. Disponível no documento oficial de justificativas. Acesso em: 17 jul. 2026.