Dois modos de trabalhar uma questão
Na proposta de Edward de Bono, a distinção descreve operações de pensamento. Uma pessoa pode usar os dois modos.
| Modo | Ênfase | Condição de uso |
|---|---|---|
| Vertical | Desenvolver e avaliar um caminho por passos justificados. | Conferir também os dados e as premissas: encadeamento não torna verdadeiro um dado errado. |
| Lateral | Gerar alternativas e mudar conceitos ou a perspectiva do problema. | Ideia nova ainda precisa de análise, evidência e respeito às condições do problema. |
Exemplo hipotético: calcular como acelerar uma busca alfabética desenvolve o caminho existente; perguntar como evitar buscas repetidas abre outro foco. Comparar três soluções já dadas com critérios fixos pode ser vertical: quantidade de opções não define o modo.
Operações para abrir caminhos
- Redefinir o foco: mudar a pergunta que orienta a busca.
- Questionar pressupostos: examinar o que foi tomado como necessário; distinguir convenção de restrição real.
- Buscar alternativas: explorar outras formas de atingir o objetivo.
- Entrada aleatória: usar um estímulo inicialmente sem relação necessária com o problema para produzir associações.
- Provocação: usar uma ideia incomum para desenvolver uma possibilidade examinável; não apresentá-la como fato.
Condições que impedem confusão
- Adiar a rejeição imediata durante a exploração não dispensa a avaliação posterior.
- A análise vertical pode corrigir etapas e avaliar ideias recém-criadas.
- Uma restrição não desaparece porque alguém a questionou.
- Os dois modos podem se complementar, sem ordem única obrigatória.
- Novidade não é prova de verdade, viabilidade ou eficácia.
- Classificar a operação descrita não autoriza classificar a pessoa como um tipo fixo.